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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Turismo religioso: Salvador celebra Irmã Dulce dos Pobres

Foto: Max Haack Agecom Salvador
Praça irmã Dulce (Largo de Roma) na Cidade Baixa (Max Haack/Agecom)

Esta quarta-feira, 13, que amanheceu com chuva em Salvador, é o dia em que os católicos e os baianos celebram o centenário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres, a ex-freira Maria Rita Lopes Pontes (26 de maio de 1914 - 13 de março de 1992) que está em vias de tornar-se a primeira santa baiana.

A comemoração está acontecendo desde o último dia 4 de agosto, com novena e hoje, no Santuário localizado no bairro de Roma, na Cidade Baixa, com missas desde as 6h30. A missa solene acontece às 10h, com celebração do Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Uma boa sugestão de visita neste Natal: Memorial Irmã Dulce


A grande maioria dos baianos, principalmente os de Salvador, tem carinho especial por Irmã Dulce. Isso pode ser provado de várias maneiras mas, principalmente, pela historinha a a seguir...

Irmã Dulce estava passando por problemas graves de saúde, já muito debilitada e necessitando do máximo de repouso. Era praxe, durante a passagem do cortejo da Lavagem do Bonfim (festa tradicional, popular e religiosa, que geralmente ocorre na segunda quinta-feira após o dia de Reis, no mês de janeiro) que a irmã aparecesse em uma das janelas da sede da OSID (Obras Sociais Irmã Dulce e Hospital Santo Antônio), no bairro de Roma, para ver a passagem das baianas, povo, autoridades. Naquele ano, ela não poderia aparecer e precisava de silêncio.

Houve, então, uma grande campanha nos dias que antecederam a festa: "faça silêncio para Irmã Dulce". E assim o foi. Quando o cortejo de baianas, acompanhado de uma multidão (tradicionalmente, a caminahda sai da Conceição da Praia, no Comércio, e vai até a Igreja do Bonfim, na Cidade Baixa) chegou ao início do Largo de Roma, todos os trios elétricos (havia, naquela época, hoje não mais), carros de som, batucadas, cantorias e conversas cessaram: um silêncio gigantesco tomou conta da multidão, que passou tranquilamente defronte àquela mesma janela em que ela costumava aparecer para saudar o cortejo e ser saudada por seus conterrâneos e visitantes.

Quem presenciou, se impressionou com a capacidade dos baianos e turistas em amar uma pessoa. Não se ouvia palavra. Lá, bem longe, já ao pé da ladeira da Colina Sagrada, a festa recomeçou.

A sugestão de hoje, nesta véspera de Natal, é uma visita ao Memorial Irmã Dulce. Fica no mesmo local onde funciona a OSID (Obras Sociais Irmã Dulce), no bairro de Roma, em  Salvador. Foi criado em 1993, um ano após a morte de Irmã Dulce. Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, que nasceu em Salvador em 26 de março de 1914, começou, ainda em casa de sua família, aos 13 anos de idade, a ajudar pessoas pobres. Em 1933, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, adotando o nome de sua mãe, Dulce. Em 1939 começa a ocupar espaços abandonados da cidade para abrigar pessoas carentes. Dez anos depois, transforma um galinheiro (isso mesmo!) em um abrigo: assim nascia oficialmente sua obra social.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, aos 77 anos e em 2000 foi iniciado um processo para a sua canonização. Em 22 de maio de 2011 recebeu o título de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, passo anterior ao da canonização. Para os católicos, o dia oficial da Beata Irmã Dulce é 13 de agosto, data em que tornou-se irmã de caridade. A imagem oficial mostra a freira com uma das mãos no coração e a outra sobre a cabeça de uma criança. Sua obra é composta de hospital, abrigo para crianças, abrigo para idosos, o memorial e o santuário, onde, em uma capela, repousam seus restos mortais.

Vamos visitar? E com trilha sonora...




O Memorial irmã Dulce possui estacionamento gratuito, entrada franca e monitores/guias para acompanhar a visita e dar as explicações sobre a história e objetos expostos. É climatizado e muito bem organizado. Funciona de terça a domingo, das 10 às 17h. O visitante pode ver a capela do Hospital Santo Antônio, conhecer o local exato onde ficava o galinheiro depois transformado em abrigo, o memorial e o santuário. Informações: (71) 3310-1115 ou 0800-284-5284.


Geralmente, é a última parte da visita: a capela onde está o jazigo perpétuo
e a foto onde ela sorri e parece nos olhar. Os visitantes deixam, como ex-votos 
ou pedidos de graças, bilhetes, cartas, fotos, fitas e flores, além de  amarrar fitinhas 
nas grades dos portões do lugar. 
Na capela do Hospital Santo Antônio, a guirlanda de flores azuis
marca o local onde Irmã Dulce sentava-se para as suas orações.
O quarto de Irmã Dulce: a cadeira onde ela dormia, 
o cofre onde guardava as doações e outros objetos pessoais.
A janela de onde ela assistia à passagem do cortejo também pode ser vista
Entre os objetos pessoais expostos, um bilhete de Irmã Dulce à sobrinha
e afilhada Maria Rita Lopes Pontes, atual presidente da OSID.

Se quiser, pode fazer um roteiro de turismo religioso, integrando, ao passeio, os caminhos de Irmã Dulce: começar pela Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, da congregação à qual ela pertencia e onde foi inicialmente sepultada. O local ainda é sinalizado no interior do templo. Nas proximidades da Conceição da Praia estão outras atrações turísticas como o Elevador Lacerda e o Mercado Modelo. O passo seguinte é a Feira de São Joaquim, onde há produtos religiosos e produtos típicos da Bahia. Ela fazia também ali sua peregrinação em busca de doações para as obras. Depois da OSID, o Abrigo Dom Pedro II é o passo seguinte e, finalmente, a Igreja do Bonfim.

Leia e veja mais fotos aqui.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Santuário celebra um ano da beatificação de Irmã Dulce

A capela do Hospital Santo Antônio pode ser o ponto de partida da visita
Depois vá até o Memorial onde estão expostos objetos que pertenceram à freirinha
Local onde as relíquias de Irmã Dulce ficaram antes de serem levadas para o santuário
Neste local, antes ocupado por um galinheiro, Irmã Dulce abrigou os primeiros pobres
Encerre com uma oração no jazigo das relíquias da Bem Aventurada Dulce dos Pobres
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Em uma tarde de bastante chuva e frio em Salvador, após uma visita à Colina Sagrada, fui levada ao Santuário da Bem Aventurada Irmã Dulce dos Pobres, no Largo de Roma. Quando vier a Salvador para fazer um roteirinho de turismo religioso, ou mesmo em um passeio convencional e for pedir a bênção ao Senhor do Bonfim, na Cidade Baixa, inevitavelmente passará pela sede das obras (Obras Sociais Irmã Dulce - OSID) iniciadas pela freira baiana, cuja vida foi dedicada a ajudar pessoas menos favorecidas. Claro que paramos para uma visita e aproveitei para as fotos deste post.

Irmã Dulce nasceu em 1914, em Salvador, e foi batizada com o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos começou a ajudar pessoas mais necessitadas. Torna-se freira em 1933, em Sergipe, quando adota o nome de sua mãe, Dulce. Já na Bahia, em 1949, em um terreno onde havia um galinheiro, começa a abrigar e a ajudar pessoas. O local, próximo ao memorial, hoje é um jardim. As obras Sociais foram fundadas em 1959 e o Hospital Santo Antônio, em 1983. Irmã Dulce morreu em Salvador, aos 77 anos, em 1982. Seu primeiro milagre foi reconhecido em 2010 e em 22 de maio de 2011 recebeu o título de Bem Aventurada, concedido pelo Vaticano. (Fonte: memorial Irmã Dulce)

Logo ao chegar recebemos a informação de que nesta terça-feira, 22, às 9 horas, o santuário estará aberto à uma grande celebração para comemorar um ano da beatificação de Irmã Dulce. A beatificação é o último passo que antecede a canonização. Um ano atrás, quando foi oficializada a beatificação, eu estava lá no Parque de Exposições, próximo ao aeroporto. Também foi um dia chuvoso, mas os católicos compareceram em massa para saudar Irmã Dulce. A missa desta terça-feira, 21, será celebrada pelo Bispo de Irecê, D. Tomazo Castianelli.

A visitação ao Memorial de Irmã Dulce, que fica na área do Hospital Santo Antônio e próximo ao Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde estão as relíquias da freira, pode ser feita de terça-feira a domingo, das 10 às 17h. O espaço conta toda a história da religiosa e recebe cerca de 35 mil pessoas por ano. Existe um projeto de criação de um roteiro religioso que vai se chamar Os 11 passos de Irmã Dulce, com a proposta de receber peregrinos de todo o mundo.

Farão parte do roteiro: o Mercado Modelo, a Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, a Estação (de trens) da Calçada, Rua Ilha dos Ratos, Arcos da Ladeira do Bonfim, Largo da Madragoa (Mercado do Peixe e Colégio Santa Bernardete), Igreja e Convento Nossa Senhora da Penha, (bairro de) Alagados, Monte Serrat, Ponta de Humaitá e a sede das obras Sociais Irmã Dulce (onde estão o hospital, a capela de Santo Antônio, o Memorial e o santuário).

Durante a visita de hoje lembrei da primeira vez em que vi Irmã Dulce. Ainda era estagiária, fui cumprir uma pauta a qual não lembro qual foi. Mas lembro de que esperei bastante e a vi chegar em uma kombi, a mesma em que fazia suas peregrinações em busca das doações que mantinham a obra. Ela era pequenininha mas, ao mesmo tempo, imensa. Desde então não faltaram oportunidades em cobrir eventos, fazer várias matérias, vê-la parando o trânsito para atravessar de um lado a outro da pista que separa duas unidades da obra. Falava baixinho, tinha uma vozinha um pouco rouca mas um olhar cheio de bondade. Vale a pena visitar e ajudar a obra de Irmã Dulce. Recomendo. Bom passeio!