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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Fomos e vieram outros atrás: sábado no circuito da Avenida


Até a popularização do trio elétrico como "puxadores" de blocos (antes eram as bandas e batucadas), em meados dos anos 70, os blocos de sopro e percussão e as famosas batucadas eram a essência do Carnaval de Salvador.

Hoje, movimentos como o Furdunço e o Circuito Sérgio Bezerra (Barra, na quarta que antecede o carnaval) tentam resgatar a cultura das bandinhas em uma festa que já se tornou um festival de ritmos e estilos e o palco para o artista mostrar "a nossa música de trabalho", mesmo que não seja música de Carnaval.

Não é de todo ruim, porque há gosto para tudo e gosto não se discute, ainda mais quando é compartilhado por uma multidão de fãs. No entanto, ao mesmo tempo, o Carnaval de Salvador vai se tornando (ou já se tornou) o palco do artista que quer mostrar seu trabalho, daquele que não vem aqui o ano todo, mas aproveita a festa para dar uma "palhinha" e/ou aparecer. E como aparece!

Avenida (Circuito Osmar). Ao fundo, as torres da Igreja das Mercês

A preservação cultural do Carnaval da capital baiana ainda está nos blocos de bairro, movidos a batucadas e bandas de sopro. Nesta segunda-feira, 16, terá um, no centro (Circuito Osmar), a famosa Mudança do Garcia, que leva sua crítica social embalada pela percussão.

Boas e tradicionais filarmônicas, com músicos de excelência, descem de seus coretos no interior e mesmo na capital e invadem as ruas, fazendo a alegria de quem gosta de aproveitar a festa sem tirar o pé do chão, longe dos camarotes e dos carros de apoio dos blocos.

Desfile com público certo: moradores apreparam as sacadas para ver o Carnaval

Esta é a essência de um bloco que todos os anos indico no blog - o "Vá...que depois eu vou", que começa sua festa relembrando os antigos "Gritos de Carnaval" no Politeama, bairro do centro, e segue pelo circuito mais tradicional, a Avenida (Avenida 7 de Setembro) em direção à Praça Castro Alves.

Início de desfile: foliões saem do bairro  pela rua onde antes estava o antigo teatro

Neste sábado de Carnaval, 14, levando no abadá o nome de blocos que davam primazia às bandas de sopro e à percussão, lá se foi ele e nós fomos depois. Veja nas fotos a seguir.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

"Vá... que depois eu vou" lembrará antigos blocos de sopro

Na camisa a homenagem aos antigos carnavais

 "Vá...Que Depois Eu Vou!" é a proposta de um bloco sem corda, de sopro e percussão, que sai do bairro do Politeama, no centro de Salvador, no sábado de Carnaval e faz o circuito da Avenida (pela Avenida 7 de Setembro) até a Praça Castro Alves. O roteiro é o mais tradicional de Salvador e uma boa sugestão para quem ainda, a esta altura, não escolheu onde vai brincar este ano.

Os organizadores informam que o bloco terá como tema "Antigos Carnavais não voltam mais", com homenagem a blocos de sopro e percussão que desfilavam entre o Campo Grande e a Praça Castro Alves, com retorno pela Rua Carlos Gomes.

Eram a base da folia na capital baiana e antecederam a Axé Music. Barão, Jacu, Bafo do Jegue (um dos primeiros blocos de cordas, o que criou a mortalha como indumentária), Previsão 69, Pareô e Sniff são as entidades homenageadas.