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sábado, 13 de abril de 2013

Passando uns dias por toda a Bahia

Ontem comi um escondidinho de carne de sol com pirão de aipim (não é purê; aqui no Nordeste comemos é um bom pirão) que estava uma delícia. Foi lá no Salão do Turismo, no Centro de Convenções, onde tenho passado as tardes "passeando" pela Bahia. Não tenho fotos; estava com as duas mãos ocupadas, saboreando uma das comidas típicas nordestinas que mais gosto. O serviço foi ótimo porque a moça da barraquinha, na Feirinha do Mauá, atendeu ao "capriche aí, porque ainda não almocei até agora". Delícia.

Quininho de Valente se apresentou no palco de shows

Fui parar na feirinha seguindo o som que vinha do palco, por volta das 18h, onde Quininho de Valente cantava um forró do bom. De quebra, quem estava perto do palco ganhou um CD com músicas do artista. Provei, ainda, um doce de uva com gergelim e coco que estava genial. Sim, é preciso provar o sabor de tudo. Aproveite, porque o que não falta ao salão é a degustação de iguarias da Bahia.

Mas voltando ao trabalho, o bom do evento é que os participantes e visitantes ganham um banho de cultura baiana. Passei uma parte do tempo conversando com o professor de história e assessor da Secretaria de Cultura do município de Saubara, Agenor Santana, sobre a riqueza cultural daquela cidade do Recôncavo Baiano (região em torno da Baía de Todos-os-Santos).

Professor Agenor e o vice-prefeito de Saubara, Marco Quintas

O estande é pequeno, mas o vice-prefeito e secretário de Turismo e Meio Ambiente, Marco Quintas Gonçalves, que está presente desde o primeiro dia, enfatizou o destino praia que Saubara é e itens culturais como a gastronomia (com desgustação todos os dias de uma iguaria local), exposição de panelas e tachos de barro (ainda hoje usados por moradores) e o artesanato, representado pela renda de bilro, que, enfatizou o professor, tem diferenciais das rendas produzidas em outras regiões e é exportado até para a Europa!

Bilros de madeira de Saubara

Fiquei lembrando de antigamente (adoro lembrar de antigamente), quando visitava, vinda de férias do Rio de Janeiro, a localidade que ainda era distrito de Santo Amaro da Purificação. A foto principal do estande é a de uma trançadeira de palha (de nicuri), cujo ofício as trançadeiras exercem por herança familiar. Fui lembrando e perguntando se ainda existia ao professor Agenor e ele confirmando: colar de coquinho de nicuri (licuri ou ouricuri), que íamos comendo como se fosse uma oração do terço (Deus me perdoe a comparação), fieira de peixe seco (do costume antigo de salgar e secar o pescado ao sol para durar mais tempo, já que não existia geladeira, ele explicava), entre outras peculiaridades que foram me voltando da memória. Recomendo parar e conversar nos estandes. Há muito o que aprender sobre cada lugar.

Detalhe da bolsa de capim dourado emoldura a orquestra de berimbaus
Mais adiante, me encantei por uma bolsa de capim dourado, em exposição no estande de São Desidério.  A Bahia tem artesanato de capim dourado (aquele mesmo que é famoso no Jalapão, em Tocantins). De acordo com Eduardo Assis, da operadora Expeleo Adventure, são mais de 40 itens, entre bolsas, bijuterias, descanso de pratos e por aí vai. O forte do turismo no município é o de aventura.


Por falar em fotos, como tem opção de fazer fotografia neste salão! Caso não leve a sua câmera, há fotógrafos disponíveis nos cenários Ciclorama, onde dá para escolher entre Fonte Nova, Pelourinho, Bonfim, Farol da Barra, Itacaré e Chapada Diamantina. Não é que a galera gosta mesmo é de posar na frente do gol da nova arena de futebol da Bahia? Muito mais do que subir a escadaria do Bonfim. A paisagem de Itacaré, com uma rede ao bom estilo baiano, também é das mais procuradas, diz a fotógrafa Isabel Sant'Ana.

No estande da Equilibra Digital há também um fotógrafo que faz a sua foto com a moldura do salão. A foto vai direto para o seu facebook. Sai melhor do que aquelas que a gente faz no espelho.

Jornalista Fernanda Mattos e o chéf  Uelcimar Santos, do Senac, na Cozinha Show

Não deixe de ir até a Cozinha Show (e cá estou falando de alimentos de novo), da Abrasel e parceiros, aprender uma receitinha, ouvir dicas de chéfs especializados e degustar a receita que aprender. É só chegar, sentar e esperar que alguém lhe entregue uma pastinha com a receita e o avental de brinde. A jornalista Fernanda Mattos (desta vez acertei, viu Fernanda?) é a apresentadora e faz as perguntas que nós faríamos, em caso de dúvida, para facilitar a compreensão da plateia.

Mais alguns detalhes do salão...

Mini barcaça de secagem das sementes de cacau do estande da Ceplac

Bolsa de capim dourado. Em São Desidério custa R$ 40

Leve dinheiro: há produtos do interior como mel e biscoitos de goma

Atração para crianças: Rafinha admira um dos golpes de capoeira dos Gangara

Atração para crianças: a pequena Ianny saltita sobre a maquete da Bahia

Secretário Leonelli visitou os estandes. Aí ,com Marcelo Cerqueira do GGB

De repente, Lampião e Maria Bonita passam correndo com uma baiana!

E só se vê na Bahia: saltenha de Itaparica em forma de caranguejo

Bom, chega. A entrada é franca e o evento, promovido pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur), vai até domingo, 14, das 14 às 20h, no Centro de Convenções da Bahia, Praia de Armação, em Salvador.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quininho de Valente homenageia Gonzagão

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O show de Quininho de Valente, com forró do bom e homenagem a Gonzagão acontece agora no Centro de Convenções. E ao som do forr, encerro por hoje.´Mais tarde, mais resumos do destino Bahia.

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Maquete, ciclorama ou escalada?

Maquete da Bahia: o público ainda não perdeu o encanto por ela
No ciclorama simulando a Fonte Nova, tem gol e bola para as poses
Escalada do paredão de oito metros é para os fortes (e fracos também)
Samba-de-roda do recôncavo, uma das atrações da roda de capoeira
Grupo Gangara, do Mestre Nal, fez show de capoeira e samba-de-roda


Nem só de rodada de negócios e feito um salão de turismo. No Salão Baiano de Turismo há alguns itens que são pura diversão. Na maquete da Bahia, logo à entrada do Pavilhão de Feiras, os visitantes 'brincam' de achar o rio da infância, o destino visitado, os detalhes das regiões turísticas do estado representadas em miniaturas. No ciclorama, um cenário no estilo dos da tevê, que até achei que seria sem graça, a garotada e os jovens adoram fazer poses, fingindo defender um gol, estar na praia ou subindo as escadarias do Bonfim. O cenário da Fonte Nova é o campeão de fotos, de acordo com a fotógrafa Isabel Sant'Ana, de plantão para clicar os atletas da hora. Na parede de escaladas, destemidos vão a oito metros de altura, escalando uma estrutura similar a um paredão de rocha. Tudo gratis! Neste momento, acontece uma roda de capoeira no Centro de Convenções da Bahia. O evento é promovido ela Setur.

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Cozinha show ensina delícias no Salão do Turismo

Professor Uelsimar Santos, do Senac, ensina mais uma deliciosa receita na Cozinha Show, uma das atrações do II Salão Baiano do Turismo, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador. Os visitantes aprendem a receita e depois degustam os pratos. O salão vai até domingo, 14, e a entrada é franca. A receita da hora se chama Fusão, que combina carne de sol, cabrito, aipim, lagosta e camarão. A cozinha show é promovida pela Abrasel, com parceiros como o Senac. A apresentação é da jornalista Fernanda Mattos. Corre pra cá porque o aroma da receita está maravilhoso!

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Cenários, artesanato e comidas típicas:primeiro dia do salão

Marinalva, Lívia, Tupia e Itaitalha posam no cenário da Chapada (Ciclorama)

À primeira vista pode até parecer que o II Salão Baiano de Turismo é um evento somente destinado a profissionais da área, para discussões em torno dos destinos turísticos do estado. Há mesas redondas e debates, rodadas de negócio e muitos folhetos espalhados sobre balcões com o objetivo de atrair os olhos dos jornalistas especializados, blogueiros, agentes de viagem, empresários do setor. No entanto, para o público, é uma viagem com pequenas amostras do que a Bahia tem a oferecer.

A entrada é gratuita: só aí já é um bom motivo para visitar. Há barraquinhas de comidas, doces e bebidas típicas; pra vender, tudo bem, mas pelo menos em um só lugar pode-se comer beiju recheado com doce ou salgado (ou tapioca, como queira), carne-do-sol (quer algo mais típico), licores diversos, mingaus e acarajé.
Assistente social de Paulo Afonso e tapeçaria do projeto Arte de Tecer

Alguns estandes de municípios, como Paulo Afonso, cidade do Norte da Bahia, o destaque foi  a tapeçaria artesanal, em linha de algodão. O mérito do trabalho é que é feito por mulheres em situação de risco (vítimas de violência doméstica), assistidas através do Programa Social do município Arte de Tecer, com apoio da Secretaria de Educação do município. De acordo com o diretor de turismo, Marlos França, a tecelagem artesanal é um dos fortes de Paulo Afonso, principalmente no pólo do distrito de Malhada Grande, que há mais de 50 anos, afirma, exporta trabalhos para países como Itália, por exemplo.

Vários exemplos do artesanato da Bahia estão em exposição 

Outro estande imperdível é o de Maragogipinho, com a arte cerâmica famosa pela divulgação através da Feira dos Caxixis, de Nazaré das Farinhas. Mas ao contrário do que muitos pensam, alerta o artesão Duti Araújo, as peças não são produzidas em Nazaré, mas em Aratuípe, do qual Maragogipinho é distrito. Segundo ele, pelo menos 95% dos cerca de três mil moradores do distrito vivem da arte da cerâmica. Algumas peças de decoração e utilidades para a casa estão à venda, com preços variando entre R$ 15 e R$ 50.

Artesão de Maragogipinho levou artigos em cerâmica para vender
Caso queira saber como as peças de tapeçaria, rendas e cerâmica são feitas, há duas opções: o estande de Saubara (município da região turística da Baía de Todos-os-Santos) que fará demonstração de confecção da renda de bilro no domingo, 14, ou visitar o estande destinado ao Turismo Rural, onde a professora e artesã Simone Assis manipula um tear (e até domingo produzirá um tecido matizado de quatro metros), a professora e artesã Lode demonstra como se faz a renda de bilro, e o professor Newton produzirá no torno, uma peça de cerâmica por dia.

Estande do turismo rural: artesã demonstra o manejo na arte do tear

O II Salão Baiano de Turismo, no Centro de Convenções da Bahia, Praia de Armação, vai até domingo, 14, a partir das 14h, com entrada gratuita.

Nem o secretário de Turismo Domingos Leonelli resistiu  ao som do Rixô Elétrico