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sábado, 3 de novembro de 2012

Praça Castro Alves e suas atrações históricas e populares

Monumento ao poeta Castro Alves

Um olho na gravação, um olho em volta. Depois do trabalho, o passeio e as pessoas. A Praça Castro Alves não é das mais bonitas da cidade - muito asfalto, pouco verde - mas a vista do mar é fascinante. A Baía de Todos-os-Santos em toda a sua beleza e a Cidade Baixa/Comércio com suas principais atrações: monumento ao povo da Bahia, de Mário Cravo; a Bahia Marina e seus barquinhos; o Mercado Modelo de frente para o Forte de São Marcelo; as torres da igreja da Conceição da Praia - trazida, aos pedaços, de Portugal para a Bahia - o solar dos azulejos portugueses, ainda precisando de restauração, mas com a perspectiva de ser transformado em um hotel de luxo...

Monumento ao povo da Bahia, mercado e torres da igreja

A história da Castro Alves está muito ligada ao Carnaval. O espaço generoso, durante os carnavais antigos, era o ponto de encontro dos trios elétricos, antes de seguir para a Praça da Sé. Músicos e cantores se saudavam, faziam desafios musicais e duetos. Há uma proposta de restaurar a tradição. Uns trios paravam na virada do Edifício Sulacap, enquanto outros desciam para o meio da praça e haja música! Moraes Moreira, Novos Baianos, com Baby Consuelo, Pepeu Gomes e Paulinho Boca de Cantor, Armandinho, Dodô&Osmar, Chiclete com Banana, Luís Caldas com Carlinhos Brown na percussão da banda Acordes Verdes, entre outros, já pararam ali. Caetano Veloso era fã da praça e brincava seu carnaval no local. E olhe que ele dançava muito. Foi na praça que Cid Guerreiro lançou "Ilariê", se não me engano com o nome do bloco Eva em lugar de "turma da..." no refrão, antes da música virar o hit da Xuxa. Na praça nasceu a Axé Music.

Do lado oposto ao do "poeta", Dodô e Osmar miram a praça do povo

Logo ao chegar, ao lado direito, há o busto "siamês" de Dodô e Osmar. Entende-se: para os baianos não eram duas pessoas - Antônio Adolfo Nascimento e Osmar Macedo, criadores do trio elétrico -  mas uma instituição. A estátua fica próxima à escadaria da Ladeira (ou passarela) do Couro. Pare e veja a variedade de sandálias e bolsas em couro cru. Já foram tema até de programa de moda. É estilo. Não desça para a Barroquinha ainda: deixe esta parte para a noite, porque no Espaço Cultural, onde antes era uma igreja, há noites de gafieira, com muita dança e ingresso baratinho, aos sábados.

Sandálias de couro: tradição do comércio da praça

Também na área da estátua "siamesa" está o espaço Cultural Unibanco. Antes foi o Cine Glauber Rocha e antes deste nome, o Cine Guarany, tradicional da Salvador antiga. Mais adiante, o antigo prédio onde funcionou o principal jornal impresso da cidade, A Tarde, está em reforma para transformar-se no Hotel Fasano. Os hóspedes serão privilegiados por uma vista deslumbrante da baía e da Ilha de Itaparica, lá longe. Imagine o pôr-do-sol em uma das suítes voltadas para o mar!

Palácio dos Esportes, antigo Hotel Plaza e mural de Carybé

Ainda na paisagem da Praça Castro Alves, pode-se avistar o antigo Hotel Plaza, já na Rua Chile. Foi palco de eventos importantes, abrigou hóspedes famosos, tinha um dos melhores restaurantes da região. Hoje está fechado, assim como a antiga loja O Adamastor, no térreo do mesmo prédio, que pertencia à família de Glauber Rocha. O mural de Carybé enfeita a vista, no edifício Bráulio Xavier. Era comum os prédios novos da cidade convidarem artistas a enfeitarem suas paredes com obras de arte. Este ficou preservado, mas a cidade ainda deve ao artista Juarez Paraíso a destruição - por representantes de uma igreja evangélica - do mural no antigo Cine Politeama. Os pastores não gostaram da obra que representava figuras do Candomblé. Mas isto é em outro bairro. Depois conto mais.

Espaço cultural da Barroquinha tem bailes de gafieira nas noites de sábado

Já compramos sandálias e bolsas de couro, olhamos a vista e relembramos o carnaval. Se estiver com tempo, fique para ver o pôr-do-sol. Caso contrário, siga adiante em direção à Rua Chile que termina na Praça Municipal. Outro sopro da brisa do mar, outro mirante e paisagem da baía, o tradicional Elevador Lacerda e mais uma série de monumentos para as suas fotos e deleite. Na praça há exibição de filmes gratuitos nos finais de tarde das quartas-feiras. Os palácios apresentam mostras de arte e o acarajé no local é delicioso. Há dois mirantes. Sente em uma das mesinhas da sorveteria Cubana e aprecie a vista tomando sorvete porque o calor quase nunca deixa Salvador. Daí, siga para o Centro Histórico, via Rua da Misericórdia e Praça da Sé. Bom passeio. Depois conto mais.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Humoristas baianos fazem maratona de 24 horas de shows

O Castro Alves (1958/1967) já foi o maior teatro da América do Sul


Com atrações pagas e outras gratuitas, a proposta de fazer o povo rir por um dia e noite inteiros, em diversos espetáculos, esquetes, exposições, entre outros, o Festival de Humor da Bahia - Fhubá é a recomendação do blog para o turista que estará na capital baiana neste fim-de-semana. A virada humorística da cidade,nos dias 31 de março e 1º de abril (sábado e domingo),  segundo os organizadores, terá mais de 24 horas de shows ocupando a  Sala Principal, Sala do Coro, Foyer, Vão Livre e demais dependências do complexo do Teatro Castro Alves, no Campo Grande, centro da cidade.


Os nomes que idealizaram e comandam o espetáculo já são garantia de que vai ser um programa muito interessante tanto para turistas quanto para os moradores de Salvador que apreciam uma boa comédia. A equipe é formada por Andrezão Simões, Fernando Guerreiro e Jonga Cunha, que apresentam o irreverente programa de rádio, Roda Baiana (Metrópole), unida a Nivaldo Lariú (autor do Dicionário de Baianês, um livreto com os termos regionais e gírias mais usados pelo povo de Salvador). O objetivo, afirmam, é "reunir a diversidade de pensamento e expressão do humor baiano e promover o acesso da população ao mundo da comédia".


Outros que são garantia de muitas risadas são os atores Luís Miranda e Renato Piaba, além do grupo Los Catedrásticos. O humor gráfico vai ganhar espaço com a exibição de trabalhos dos cartunistas Lage, Setúbal, Flávio Luiz e Cau Gomez. Os espetáculos serão completados por anônimos, transformistas e personagens populares, em apresentações espontâneas ou provocadas, como um show coletivo de humor, com interação e improviso.


A virada de humor começa no dia 31, às 19 h, no foyer do TCA e a abertura tem entrada gratuita. Outros esquetes terão acesso gratuito, como o Fhuleragem e improviso, no vão livre do teatro, também no sábado, às 23 h. A programação completa pode ser conferida no site do evento e os ingressos já estão a venda  nos SACs dos shoppings (Barra e Iguatemi) e na bilheteria do Teatro Castro Alves.





Fachada principal do complexo Teatro Castro Alves



O arrojado projeto do Teatro Castro Alves é de autoria dos arquitetos Bina Fonyat e Humberto Lopes. Recebeu menção honrosa na 1ª Bienal de Artes Plásticas de Teatro, em São Paulo. A construção ficou a cargo da empresa Norberto Odebrecht. As obras começaram em 2 de julho de 1957.



Vista lateral do TCA



No dia 9 de julho de 1958, cinco dias após a inauguração, o Teatro Castro Alves foi atingido por um incêndio que destruiu suas dependências. O TCA só foi reinaugurado após uma grande reforma, concluída quase uma década depois, no dia 4 de março de 1967. Não houve vítimas no incêndio. Fonte: TCA


O Festival de Humor da Bahia é produzido pela Caderno 2 Produções Artísticas e Digaí Comunicação, tem o patrocínio da Oi, através do Programa de Incentivo à Cultura do Governo do Estado da Bahia (FazCultura), e apoio do Oi Futuro, Teatro Castro Alves, Grupo Metrópole de Comunicação, Rede Bahia e Grupo Pereira de Souza. Fonte: Secom-BA. Fotos: salvadoremumdia/Silvia Maria nascimento


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Que tal, de ônibus?

Resolvi fazer o "test drive" completo da viagem de ônibus do Aeroporto até a Praça da Sé. Afinal, já conhecia meio percurso e indiquei o passeio, que custa R$ 3 (por pessoa) e passa pelas principais praias de Salvador. Na verdade, não é bem um passeio turístico, mas um ônibus de linha convencional, só que com carroceria diferenciada, bancos mais confortáveis (e em menor número), plataformas para o turista que desembarca colocar as bagagens e tarifa R$ 0,50 a mais que o coletivo comum em Salvador (que é de R$ 2,50).

Aí você dá uma boa risada e pensa: passeio em ônibus convencional um pouquinho melhorado? Aí eu dou uma risadinha e penso: é, companheiros e companheiras, e tem gente que faz, sim. Estamos agora na plataforma de desembarque do Aeroporto Internacional de Salvador Deputado Luís Eduardo Magalhães. Vou até uma das companhias de táxi e pergunto o valor da corrida Aeroporto-Praça da Sé (R$ 107,84) e sigo para o ponto. Antes, uma foto do itinerário pra que você se posicione no mapa da cidade e vou para o fim da fila, que, nesse dia e horário, estava pequena.


Ali encontro o advogado M. posando pra foto com uma latinha de refrigerante tendo o cuidado de esconder a marca, enquanto a companheira o clica. Vai passar uns dias em Madre de Deus, a 63 km de Salvador, e optou pelo ônibus. Pergunto se faz sempre assim. Nem sempre. Dessa vez, pela viagem longa e pelo preço que pagaria, optou por baldear aqui e ali e economizar. Turista tem uma simpatia ímpar. Antes de todos embarcarmos na nossa viagem de buzu (veja o dicionário de baianês pra entender) ainda ouvi uma orientação jurídica de graça sobre o blog.

Em 15 minutos, depois da Av. Dorival Caymmi, Itapuã
Todos a bordo, e o motorista Reinaldo, acompanhado da cobradora Sônia, leva o carro. Procuro um lugar no fundo, lado esquerdo, o mesmo da praia, já que vamos contornar o desenho de Salvador. Pergunto a Sônia se ela sabe inglês. Com mais de 20 anos de casa, revela que foi cobradora nos antigos ônibus executivos da mesma linha e estudou até o básico do idioma. Sobre a viagem, informa que, geralmente, no horário em que estávamos, o ônibus encheria um pouco mas apenas na Barra, onde há mais turista.

Noto que o coletivo sai do aeroporto com uma cara estrangeira mas, à medida em que avançamos pelo itinerário, ganha um ar bem baiano, com rostos familiares, miscigenados, pessoas em direção ao trabalho que querem mais um pouco de conforto na viagem. Também noto que, à medida em que avançamos pelas praias, entram e saem do buzu pessoas com roupas de banho. Nada que vá lhe incomodar, turista!

Vamos seguindo pela Otávio Mangabeira olhando o mar
Voltemos ao que interessa. O ônibus passa por todas as praias da orla (Itapuã, Piatã, Corsário, Boca do Rio (Praia dos Artistas), Armação, Jardim de Alah e Jardim dos Namorados). Da Pituba em diante, o percurso segue pelas avenidas de dentro: Manoel Dias da Silva, com lojas, hotéis, agências bancárias e restaurantes, as de Amaralina e chega ao Rio Vermelho. Passamos pelo Largo da Mariquita, a praia onde Diogo Álvares Correia, o Caramuru veio dar após o naufrágio de 1510, e onde há o mercado (que vai ganhar post próprio mais adiante, assim como todo o bairro boêmio). Em seguida, o largo da igrejinha antiga, onde está o acarajé da Dinha (um dos 3 famosos, com Cira, em Itapuã, e Regina, também no Rio Vermelho) e, de novo, olha ele: o mar azul da Bahia!

À essa altura, já sentou-se ao meu lado uma turista conversadora e simpática. Canadense, português fluente, A. conta que veio participar do casamento de um amigo e dispara: "adoro essa cidade. É o lugar em que quero viver no mundo"! Não contesto. Gosto não se discute! Embora ela tenha afirmado que já conhecia Salvador de tempos atrás, vai perguntando o nome de cada praia, e quer chegar ao Rio Vermelho. Depois abre um livro em inglês, indica o autor e passa o restante da viagem lendo. Lá na frente, turistas estrangeiros olham a paisagem e não perdem um detalhe, como o mal cuidado Parque do Aeroclube, na Boca do Rio, que precisa urgente de reforma!

Do meu lado direito, um casal com uma criança, brinca, mostra a janela e aponta, ao chegarmos a Ondina: "daqui a pouco vamos ver as as gordinhas (N.R. obra da artista plástica Eliana Kertész). Você vai ver a mamãe fazendo pose", diz a mulher. Todos rimos.

As encantadoras gordinhas de Ondina
O ônibus nem chega a lotar. A cobradora Sônia conversa com uma colega sobre turistas que erram o ponto (a nossa amiga canadense foi uma delas) porque se distraem vendo a paisagem ou não prestam atenção à indicação que ela dá. Vira pra mim e diz, já na altura da Barra: não disse que aqui ia encher?" Sobem os moradores e turistas que estão saindo da praia e os demais arrumadinhos que vão ver o Centro Histórico.

Forte de Santa Maria, imagem de apresentação do blog

Já passamos pela Praia da Paciência (Rio Vermelho), de longe conseguimos ver a Igreja de Santana, a Casa do Peso e a praia onde acontece a Festa de Iemanjá (2 de fevereiro), o bairro de Ondina com seus hotéis, os camarotes do Carnaval sendo armados, e já estamos fazendo o percurso do Circuito Dodô (carnaval) em sentido inverso (Ondina-Barra). Porto da Barra e Ladeira, chegamos ao Corredor da Vitória onde há museus, espaços culturais, os grandes e modernos edifícios que tomaram o lugar de casarões antigos, e alguns poucos casarões dos anos áureos em que aquele era, com o bairro da Graça, o espaço mais elegante da cidade. Recomendo, para o turista que quer um passeio cultural, fazer o percurso a pé, visitando alguns museus, até o Campo Grande.

Campo Grande, início do circuito Osmar do carnaval
Chegamos ao Campo Grande! Já temos uma hora e 25 minutos de tempo de viagem, porque não pegamos engarrafamentos. Mais atrações: o teatro Castro Alves, a antiga sede do Clube Cruz Vermelha, que instituiu o desfile no carnaval de rua, em 1884 do século XIX. Entramos no Circuito Osmar, onde também já estão sendo montadas as estruturas do Carnaval. Há um grande hotel, o antigo Hotel da Bahia, em reforma, o Forte de São Pedro, Casa D'Itália no entroncamento com a Avenida Sete. Já aqui pode olhar para os dois lados que vai ver monumentos históricos como as igrejas das Mercês e do Rosário, passamos pela Praça da Piedade, Mosteiro de São Bento, Praça Castro Alves e a vista da Baía de Todos os Santos e, finalmente, o fim-de-linha.

Não, o ônibus não pára na Praça da Sé propriamente dita e, sim, em uma praça de retorno,localizada entre as ruas Chile e Ajuda. De lá, você segue a pé, pois já está no Centro Histórico de Salvador e há muito o que ver pelo caminho. Ou retorna pra o lugar de origem pois já conheceu meia Bahia gastando apenas R$ 3. Dica: leve um guia turístico na mão e vá conferindo as informações sobre cada praia ou atração do caminho pra passar o tempo. A viagem completa dura, em média, uma hora e meia, segundo a cobradora. Foi mais ou menos isso que eu constatei. Por isso, beba uma água de coco antes de embarcar. No aeroporto custa R$ 2,50 (coco inteiro). Em Itapuã e praias, R$ 2 (coco inteiro). No fim-de-linha, R$ 1 (copo).

Gostou?

#fui!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A pé ou de caminhão

O poeta
"E a gente se completa, enchendo de alegria, a praça e o poeta" (Moraes Moreira)
Quem faria turismo assim, de caminhão? Pois os baianos fazem. São capazes de acompanhar um caminhão (de trio elétrico, claro) por quilômetros, cantando, dançando, bebendo ou trabalhando. É, minha gente, baiano trabalha, e muito. Imagine carregar uma caixa de isopor nos ombros, cheia de pedras de gelo, latas de cerveja e refrigerantes, copos de água mineral, e ainda dançar? Os ambulantes do carnaval da Bahia o fazem com maestria. Não acredita? Vá a Salvador e comprove. Experimente.

Que me perdoem os atuais compositores de músicas de carnaval, mas a que tem melhor sugestão para um roteiro de turismo, em Salvador, ainda é "Chame Gente", poesia de Moraes Moreira feita com base em uma melodia de introdução do trio feita Armandinho Macedo, do trio elétrico de Dodô e Osmar.

"Chame Gente" é de 1986, um belo momento de inspiração do compositor Moraes Moreira, o primeiro cantor de trio elétrico do Brasil. Em 1978, ao lançar a carreira solo, depois de integrar o grupo Novos Baianos (com Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Luís Galvão e Paulinho Boca de Cantor, entre outros), Moraes decidiu soltar a voz do alto do caminhão, que até então tinha somente cordas e percussão para animar a "galera" da "pipoca" (outra instituição do Carnaval baiano, pois, àquela época, eram raros os blocos de corda). Antes dos cantores de trio, a atração era o ritmo dos músicos e percussionistas (Gerônimo, autor de "É d'Oxum", que também foi Rei Momo do Carnaval de Salvador, um deles), acompanhado do coro que vinha de baixo: das centenas de pessoas que os seguiam.

E o que tem isso a ver com passeios? Pois, voltando a "Chame Gente", essa música, na minha opinião, é uma das que melhor apresenta as atrações turísticas de Salvador. Preste atenção à letra: "ah, imagina só, que loucura, essa mistura (a população, o sincretismo religioso). Alegria é um estado (de espírito em que vive o soteropolitano durante o verão) que chamamos Bahia". Pronto você já desembarcou no Aeroporto Internacional de Salvador Deputado Luís Eduardo Magalhães e hospedou-se em um hotel, pousada, albergue (ou apartamento que alugou para o carnaval).

Aí começa a conhecer a cidade..."de todos os santos (a baía e seus passeios de barco pelas ilhas, de escuna contornando as principais praias de dentro, como Porto da Barra e Monte Serrat), encantos (os orixás do Dique do Tororó, o Morro do Cristo, na Barra, a cor do mar, o por-do-sol em Monte Serrat ou Farol da Barra) e axé (os famosos terreiros, Gantois, na Federação, Casa Branca, na Avenida Vasco da Gama, Ilê Axé Opô Afonjá e outros), sagrado (sexta-feira do Bonfim, as lavagens das escadarias das igrejas, presente de Iemanjá, dia 2 de fevereiro no Rio Vermelho, caminhadas cristãs do Campo Grande à Praça Municipal, o santuário de Irmã Dulce, em Roma, as igrejas e demais templos religiosos) e profano (as festas carnavalescas que precedem e sucedem as lavagens de igrejas, os ensaios de verão), o baiano é carnaval". Tenho ou não razão?

Quer fazer o passeio "Chame Gente"? Ouça a música e crie o roteiro!