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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Jornalista lança "Curiosidades e Pitorescos do Rádio e da MPB"

Perfilino Neto (Foto: Divulgação)


Este post é para quem gosta, pesquisa e ouve a boa e velha música popular brasileira. Depois de “Memória do Rádio” (2009), o jornalista, radialista, pesquisador musical, produtor e apresentador de programas Perfilino Neto lança na próxima quinta-feira, 22, o livro “Curiosidades e Pitorescos do Rádio e da MPB” (Editora Matarazzo-SP). A noite de autógrafos acontecerá, às 19 h, na Loja Pérola Negra, nos Barris.

Nas 200 páginas da obra, ilustrada com fotos, o leitor passeará por dados e curiosidades coletados nas entrevistas com artistas como Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Cartola, Braguinha, Beth Carvalho, Ângela Maria, Carmen Costa, Dominguinhos, Marinês, Nelson Cavaquinho, Genival Lacerda, Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, Trio Nordestino, Orlando Campos, Osmar Macedo, Armandinho, Ederaldo Gentil, Edil Pacheco e muitos outros.


O charmoso local do lançamento fica defronte a Biblioteca Central


E o lançamento terá, claro, música, com as apresentações do quarteto Choro do Uirapuru, da cantora Marion Duarte (RJ) e da percussionista Ana Tomick (MG). Também estará presente a jornalista e escritora paulista Thais Matarazzo, autora de oito livros sobre música popular.

“Curiosidades e Pitorescos do Rádio e da MPB” vem acompanhado de um CD bônus, contendo um rico acervo de registros sonoros dos mais raros, com o total de 19 faixas.

Perfilino Neto dedicou os últimos 55 anos ao rádio. Ao longo deste tempo, montou um acervo de discos - os antigos "long playing" - que hoje está sob a responsabilidade do Irdeb, e pesquisou a MPB a fundo. Com o novo trabalho, ele mescla fatos divertidos, coletados em seu dia-a-dia de radialista-entrevistador, com histórias que o Rádio ainda não contou.

sábado, 2 de novembro de 2013

Vamos dançar? Segunda começa a Jornada de Dança

Clara Trigo no solo Peças Soltas  (João Millet Meirelles/Divulgação)

Um grande encontro que discute e apresenta um recorte da produção da atual dança no mundo começa na próxima segunda-feira, 4, em Salvador e em mais dois estados brasileiros, simultaneamente a cidades dos Estados Unidos. A Jornada de Dança da Bahia promoverá o intercâmbio artístico e a reflexão sobre o ensino da dança contemporânea, a difusão de práticas artístico-pedagógicas e a discussão e a pesquisa através de mostras, bate-papos, oficinas e espetáculos.

Até o dia 10 de novembro, serão 11 apresentações em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia, além de duas mostras – uma didática e outras com um conjunto de obras curtas. Em Salvador, a programação será realizada no Espaço Xisto Bahia, na Biblioteca Central dos Barris, no centro da cidade, com atividades gratuitas e espetáculos a preços populares.

sábado, 13 de outubro de 2012

O charmoso bairro dos Barris

Não foi bem um passeio para o blog mas, cumprindo compromissos de trabalho, tiver que ir ao centro da cidade e acabei por ter também que passar pelos Barris. Claro que ao bater os olhos na arquitetura do local, deu vontade de contar alguma coisa sobre ele. Árvores e sobrados ainda destacam-se naquele que foi um bairro de elite e de efervescência cultural. E, aí, eis mais um post para vocês.

Bairro antigo, em décadas passadas, de classe média alta, no centro de Salvador, Barris ainda guarda resquícios do antigo charme. Ali são encontradas construções do final do século XIX aos anos 30 e 50. Em algumas ruas ainda predomina o calçamento em paralelepípedos e embora o comércio tenha tomado conta de boa parte do bairro, pode-se ver no local sobrados charmosos e a arborização que foi uma de suas características. Ali viveu, com a família, o cineasta Glauber Rocha.

No século XVII, o marquês de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira Horta, fez ali sua residência, uma enorme chácara de fontes abundantes. Da divisão desse terreno entre os herdeiros deu-se o início da ocupação do sítio. No século XIX, instala-se ali o terreiro de candomblé Ilé Axé Oxumarê, que foi obrigado a mudar-se para outro local pela elite que se consolidou no bairro. A partir da década de 1930, o bairro passa por uma reestruturação, com novos loteamentos, ruas e praças, uma transformação das fachadas, se adequando ao estilo Art Deco, até então em moda, e a valorização da paisagem, com a colocação de árvores nos passeios que até hoje caracterizam o local. Localizado no centro tradicional de Salvador, onde se vivia em relativa tranqüilidade, perto do trabalho e demais serviços que a cidade oferecia, era servido por uma linha de bonde que passava na Rua do Salete e a General Labatut. (Fonte: Wikipedia. Leia mais sobre a história do bairro)

A Biblioteca Central do Estado, com 201 anos de fundação, a primeira biblioteca pública da América Latina, é o principal equipamento cultural do bairro. Por décadas, as  suas escadarias foram o principal ponto de encontro de intelectuais, artistas e estudantes, que lá iam ver as sessões de cinema de arte, peças e exposições dos seus espaços culturais. Um deles, a galeria Pierre Verger, no dia da minha visita, estava sendo arrumado para uma exposição que faz parte da programação do XV Festival Nacional 5 Minutos, que vai de segunda-feira, 15, a 20 de outubro, com diversas mostras artísticas.

A Biblioteca Pública do Estado da Bahia, mais conhecida como Biblioteca Central dos Barris, é a primeira biblioteca do Brasil e da América do Sul, e a maior do estado da Bahia. Possui um acervo de 120 mil livros, duas salas de cinema (Walter da Silveira e Alexandre Robato), a galeria Pierre Verger, o Teatro Espaço Xis, biblioteca infantil, a Diretoria de Imagem e Som da Bahia, um acervo de 600 mil jornais. Sua fundação data de 13 de maio de 1811. O atual prédio foi inaugurado em 5 de novembro de 1970. (Fonte: Wikipedia)


Um dos acessos aos Barris se dá pela Piedade. Seguindo por uma de suas ladeiras...

...chega-se à principal rua, a General Labatut, do encantador shopping de serviços...
Na mesma rua, fica a Biblioteca Central, ponto de encontro de intelectuais
O prédio da década de 70 abriga raridades e grande coleção de jornais brasileiros
Salas para exibição de filmes, teatro e exposições compõem o conjunto cultural
As escadarias onde estudantes, artistas e intelectuais passavam as tardes


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