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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Crônica de um bairro: Stiep exala encanto


(Texto: Assessoria Geral de Comunicação Social da Prefeitura de Salvador)

Cercado pelos bairros do Costa Azul, Pituba, Jardim Armação, Boca do Rio e Paralela, o bairro do Stiep possui características peculiares. Ao mesmo tempo em que se apresenta num formato residencial, concentra grandes e diversificados empreendimentos comerciais, educacionais, de lazer e turismo.

Instituições como a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o Hospital Sarah Kubitschek, o Centro de Convenções da Bahia, o Centro Universitário da Bahia (FIB / Estácio), o Hotel Matiz e o escritório regional da Petrobras Distribuidora enriquecem o cenário do bairro.

sábado, 13 de outubro de 2012

O charmoso bairro dos Barris

Não foi bem um passeio para o blog mas, cumprindo compromissos de trabalho, tiver que ir ao centro da cidade e acabei por ter também que passar pelos Barris. Claro que ao bater os olhos na arquitetura do local, deu vontade de contar alguma coisa sobre ele. Árvores e sobrados ainda destacam-se naquele que foi um bairro de elite e de efervescência cultural. E, aí, eis mais um post para vocês.

Bairro antigo, em décadas passadas, de classe média alta, no centro de Salvador, Barris ainda guarda resquícios do antigo charme. Ali são encontradas construções do final do século XIX aos anos 30 e 50. Em algumas ruas ainda predomina o calçamento em paralelepípedos e embora o comércio tenha tomado conta de boa parte do bairro, pode-se ver no local sobrados charmosos e a arborização que foi uma de suas características. Ali viveu, com a família, o cineasta Glauber Rocha.

No século XVII, o marquês de Barbacena, Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira Horta, fez ali sua residência, uma enorme chácara de fontes abundantes. Da divisão desse terreno entre os herdeiros deu-se o início da ocupação do sítio. No século XIX, instala-se ali o terreiro de candomblé Ilé Axé Oxumarê, que foi obrigado a mudar-se para outro local pela elite que se consolidou no bairro. A partir da década de 1930, o bairro passa por uma reestruturação, com novos loteamentos, ruas e praças, uma transformação das fachadas, se adequando ao estilo Art Deco, até então em moda, e a valorização da paisagem, com a colocação de árvores nos passeios que até hoje caracterizam o local. Localizado no centro tradicional de Salvador, onde se vivia em relativa tranqüilidade, perto do trabalho e demais serviços que a cidade oferecia, era servido por uma linha de bonde que passava na Rua do Salete e a General Labatut. (Fonte: Wikipedia. Leia mais sobre a história do bairro)

A Biblioteca Central do Estado, com 201 anos de fundação, a primeira biblioteca pública da América Latina, é o principal equipamento cultural do bairro. Por décadas, as  suas escadarias foram o principal ponto de encontro de intelectuais, artistas e estudantes, que lá iam ver as sessões de cinema de arte, peças e exposições dos seus espaços culturais. Um deles, a galeria Pierre Verger, no dia da minha visita, estava sendo arrumado para uma exposição que faz parte da programação do XV Festival Nacional 5 Minutos, que vai de segunda-feira, 15, a 20 de outubro, com diversas mostras artísticas.

A Biblioteca Pública do Estado da Bahia, mais conhecida como Biblioteca Central dos Barris, é a primeira biblioteca do Brasil e da América do Sul, e a maior do estado da Bahia. Possui um acervo de 120 mil livros, duas salas de cinema (Walter da Silveira e Alexandre Robato), a galeria Pierre Verger, o Teatro Espaço Xis, biblioteca infantil, a Diretoria de Imagem e Som da Bahia, um acervo de 600 mil jornais. Sua fundação data de 13 de maio de 1811. O atual prédio foi inaugurado em 5 de novembro de 1970. (Fonte: Wikipedia)


Um dos acessos aos Barris se dá pela Piedade. Seguindo por uma de suas ladeiras...

...chega-se à principal rua, a General Labatut, do encantador shopping de serviços...
Na mesma rua, fica a Biblioteca Central, ponto de encontro de intelectuais
O prédio da década de 70 abriga raridades e grande coleção de jornais brasileiros
Salas para exibição de filmes, teatro e exposições compõem o conjunto cultural
As escadarias onde estudantes, artistas e intelectuais passavam as tardes


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sábado, 29 de setembro de 2012

Pituba, um bairro planejado na orla de Salvador





Vista da Pituba com o campo de futebol do Colégio Militar e os prédios da sua orla


O bairro da Pituba é passagem obrigatória para quem faz um passeio pela orla marítima de Salvador.  Fica a cerca de 15 km do aeroporto internacional Luís Eduardo Magalhães, a 14 km do centro histórico e a 6 km do Centro de Convenções. É um bairro com bons hotéis e restaurantes, com praias de ondas fortes mas de bela paisagem, que pode ser contemplada da praça principal, a Nossa Senhora da luz, da nova praça, a Wilson Lins, ou ao longo do calçadão, entre a Amaralina e o Jardim dos Namorados.

Praça Wilson Lins, onde havia um clube, é o novo espaço de contemplação do mar

Originário de uma fazenda, cujo nome significa, segundo algumas versões, "maresia", é mesmo comum, em determinadas épocas do ano, sentir o forte cheiro de maresia e de algas que se espalham na areia da praia.

A antiga "estrada da Pituba" é hoje a Avenida Manoel Dias da Silva
Conta a história que sua origem data de 1600, de uma fazenda pertencente ao capitão Felipe Correia. O capitão construiu uma capela de taipa, colocando ali a imagem de madeira, de 53 cm, trazida de Portugal na mesma a Imagem trazida de Portugal, de talha de madeira, medindo 53 centímetros, que ainda estaria conservada na atual igreja de Nossa Senhora da Luz, cuja torre pode ser vista na imagem abaixo, defronte à praça que leva seu nome.

A Praça Nossa Senhora da Luz e a torre da matriz ao fundo
Ainda segundo a história, relatada no porta da paróquia, "durante os anos de 1610 a 1642, sendo atendente espiritual do litoral baiano, compreendido entre o Rio Vermelho e a Vila de Abrantes, o artista e religioso do Mosteiro de São Bento, Frei Agostinho da Piedade, o grande escultor e ceramista, fez para a capela da Pituba uma Imagem de Nossa Senhora da Luz, de barro cozido, e policromado, que é uma relíquia preciosa de quando o Brasil amanhecia, a qual no ano de 1949 foi restaurada, sendo reencarnada. Os herdeiros do capitão Felipe Correa, capitão Manoel Gonçalves Saraiva e sua esposa Francisca Ferreira e o irmão desta, Francisco Ferreira, restauraram a capela pelos anos de 1663."


A praça fica entre as avenidas Manoel Dias da Silva e Otávio Mangabeira
Em 1949, o casal Joventino Pereira e Alcina Guimarães da Silva iniciaram a construção da igreja, concluída e inaugurada em 1955, para devoção à Nossa Senhora da Luz. Mas a história deste bairro, de classe média alta, localizado entre Amaralina e o Jardim de Alah, e que hoje se estende a áreas ainda consideradas de seus entorno, como Iguatemi, Itaigara, avenidas Antônio Carlos Magalhães e Magalhães Neto, começa realmente com o planejamento de suas ruas, obra de Joventino Silva e seu cunhado, o mineiro Manoel Dias da Silva que planejou o bairro e suas ruas.
Pituba foi um bairro planejado e é um dos poucos  todo plano em Salvador  
O projeto do loteamento, assinado pelo engenheiro civil Teodoro Sampaio, publicado em 1919 foi aprovado pela prefeitura em 1932. Em 1964 a sua principal avenida foi batizada com o nome de Manoel Dias da Silva, enquanto que Joventino Silva foi homenageado como o nome do Parque da Cidade, hoje localizado no desmembramento do bairro da Pituba conhecido como Itaigara.
 Fim-de-linha da Pituba e ao fundo os prédios da região do vizinho Itaigara
Tem um forte comércio, muitas clínicas, escolas, o Teatro Jorge Amado, localizado defronte à praça Nossa Senhora da Luz, bancos, hotéis, prédios de luxo e restaurantes, entre outros equipamentos de lazer. Sua igreja já teve a tradicional lavagem mas por decisão dos moradores, a festa de largo foi transferida para outro local e acabou. A Festa da Pituba durante muito tempo fez parte do calendário de festas populares da capital baiana. (Leia mais sobre a Pituba no portal da paróquia e no portal do bairro. Fotos: silvianasci/salvadoremumdia)
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Itaigara e a outra face da quatrocentona Salvador


O bairro do Itaigara, de classe média, bonitas casas e edifícios, já foi uma extensão da Pituba mas ganhou vida própria em torno do então segundo maior shopping center da cidade.

Bairro de classe média e suas belas residências
A avenida Antonio Carlos Magalhães é a principal via comercial da região e na confluência entre ela e Rua Anísio Teixeira ergue-se o shopping Itaigara.

Via paralela à avenida principal leva até as outras atrações da localidade

Hoje não é mais o segundo maior, mas oferece uma boa variedade de lojas para quem hospeda-se nas proximidades.


Até o dia 10, acontece no local uma bela e colorida feira de artesanato árabe, com roupas, bijuterias, peças de decoração, almofadas, mantas, entre outros.

Do outro lado da R. Anísio Teixeira, o circuito de três shopping ligados por passarela
Na mesma avenida há dois grandes hotéis - o Fiesta Bahia e Fiesta Convention. Seguindo adiante, está o Parque da Cidade Joventino Silva, cujo nome homenageia o antigo proprietário da Fazenda Pituba, de cujas terras surgiram os dois bairros.


No parque, além do lazer infantil e uma extensa área arborizada e gramada, fica o Teatro de Arena Dorival Caymmi. Todos os domingos acontecem shows de música brasileira.

O nome do bairro confunde-se com o do centro comercial principal da região
Além do Itaigara, outros centros comerciais funcionam na avenida e adjacências, como o Max e o Pituba Parque Center, o Tropical (os três unidos por uma passarela coberta), o Paseo e o Boulevard 161. 

Como não poderia faltar em Salvador, a banca de frutas e outras iguarias 
Fora dos shoppings, um comércio informal de frutas, legumes e verduras, como a banca dos irmãos Jônatas e Flávio, dá cor e vida ao bairro. Tudo arrumadinho em bancas, permite encontrar frutas raras por aqui, como a lichia, por exemplo. Não chega a ser um bairro turístico, mas a meio caminho entre o aeroporto de Salvador e o Centro Histórico, mostra uma outra face da quatrocentona Cidade da Bahia.

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Itaigara, a outra face da quatrocentona Salvador


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