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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Verão pede sorvete e em Salvador sorvete tem tradição

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Uma bola de sorvete da Ribeira bem servida 
(Por Silvia Nascimento, jornalista e blogueira de turismo)

Começamos 2016 em Salvador, na Bahia, com um sol de "rachar". Agora à noite, enquanto escrevo este post, a temperatura beira os 27° C e a previsão para os próximos dias, de acordo com o Climatempo, prevê oscilações entre os 29° e os 33° C. Então, nada melhor do que abrir as postagens do ano novo com ele, o sorvete. E em Salvador, sorvete tem tradição: Ribeira, Cubana, Capelinha e a histórica (nunca mais vi ninguém vender) abafabanca.

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Tudo ali em azul é da sorveteria: agora, além da loja principal, há mais dois salões


Fundada em 1931 pelo comerciante Mario Tosto, a Sorveteria da Ribeira começou como uma pizzaria, cujo diferencial era o de servir, como cortesia aos clientes, sorvetes feitos ao modo italiano com frutas tradicionais da Bahia, garimpadas por Tosto nas feiras da cidade. Mistura tão boa que acabou fazendo do sorvete artesanal o carro chefe do negócio e cuja receita é mantida na Casa até os dias atuais, embora a sorveteria já esteja no terceiro dono.

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Interior da sorveteria que agora tem três confortáveis salões

A partir de 2008, com o terceiro proprietário, passou por reforma e ampliação, mas calma, o sorvete continua com o mesmo sabor e sua receita caseira. São três salões e um espaço com mesinhas do lado de fora, com vista para a enseada da Ribeira, com seus barcos ancorados, um verdadeiro cartão postal.


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A vista da enseada com seus barcos é o brinde na hora de tomar o sorvete

Neste passeio, ou você toma o sorvete ali mesmo ou segue em direção à Ponta de Humaitá, que é pertinho (vá de carro), para apreciar a bela vista da Baía de Todos os Santos e o perfil de Salvador ao longe. Depois, é só subir para o Bonfim (vá de carro) e ver a mais famosa igreja da Bahia.

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Igreja de Nossa Senhora do Monte Serrat e o Farol de 1926

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Farol de Humaitá: pegue o seu sorvete e vá pra lá curtir o pôr do sol...

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...e  a vista de Salvador a partir da Ponta de Humaitá ou, então...

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... termine o passeio na Igreja do Bonfim

Recomendo: o sorvete de coco, sabor bem típico da Sorveteria da Ribeira e que vai deixar saudade da Bahia em seu paladar. O da foto que abre o post (volte lá pra cima) é o de amendoim: também delicioso. São mais de 60 sabores, garante a Casa. O preço da bola é R$ 7 bem servidos, e você escolhe se quer no copinho ou na casquinha.

Funcionamento: todos os dias, das 9 às 22h
Onde fica: Praça general Osório, 87, Ribeira, Cidade Baixa, Salvador-BA
Como chegar: clique aqui e saiba os melhores caminhos até lá

Em outros posts eu conto mais sobre os demais sorvetes tradicionais de Salvador.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Ribeira também terá uma orla nova, promete Prefeitura

Piso compartilhado e pista de ciclismo são as promessas para o bairro turístico

Uma das próximas localidades turísticas da cidade a receber a orla requalificada pela Prefeitura do Salvador, será a Ribeira. O projeto de revitalização prevê beneficiar 1,2km de orla do bairro, com espaço compartilhado entre pedestres, ciclistas e motoristas, mobiliário urbano, equipamento de ginástica e parque infantil. A prefeitura informa um investimento total na região de R$ 9 milhões.

Vamos aguardar. O local vai ficar mais agradável para quem quiser ir provar o famoso sorvete de coco da Sorveteria da Ribeira. Para o visitante que tenha interesse em conhecer a Ribeira, há um ônibus turístico que faz um roteiro na Cidade Baixa - a partir do Mercado Modelo ou do Farol da Barra. O passeio completo custa R$ 50 (adulto|) e R$ 35 (criança) e dura cerca de quatro horas. (Foto: Paloma carvalho/Agecom)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Jornalista ensina arte de criar turbantes em oficina na Ribeira

Jornalista ensina a fazer acessório que gosta de usar (Foto: divulgação)


"Turbantes: uma questão de identidade". Com esta proposta, a jornalista Cristiele França vai ministrar a sua primeira oficina para ensinar a fazer e como usar o tradicional acessório. "Se você sempre quis usar um turbante, mas nunca soube por onde começar, chegou a hora de aprender", convida a comunicadora, que aprendeu a arte "observando em casa, testando, fazendo amarrações".

Muito usado no oriente, a origem do turbante ainda é incerta. Nos anos 1960 do século XX, ganhou o gosto feminino, como acessório da moda, embora muito antes já fizesse a cabeça de mulheres como a cantora Carmem Miranda ou a escritora Simone de Beauvoir. Em Salvador, o acessório sempre fez parte da cultura. O uso de lenços, torços e turbantes na cabeça sempre foi muito comum entre as mulheres da capital baiana, independente de estar ou não na moda.

A primeira oficina de turbantes Derê Min será realizada nos dias 18 e 19 de janeiro (sábado e domingo), na Ribeira (Cidade Baixa, em Salvador). Os participantes receberão noções de dez diferentes tipos de amarrações, dicas de maquiagem e composição visual, para combinar com o acessório, informa a jornalista. Ela também ensinará pelo menos duas amarrações no estilo torço, um pouco menor que o turbante.

"Teremos tecidos disponíveis para as alunas, mas, caso tenham tecidos em casa, elas podem levar". Para quem vai levar o próprio tecido, Cristiele recomenda os mais encorpados e lembra que "seda e cetim não servem para os turbantes". Além das peças de tecido para a venda, haverá o Bazar das Pretas, com a comercialização de acessórios, como pulseiras e brincos. 

Bacharel em jornalismo, com passagens pelas rádios Cultura e Metrópole FM, Cristiele França atualmente é repórter da Tudo FM. Começou a se interessar por turbantes por gostar de usar a peça. Hoje o seu hobby é criar novas amarrações. Realizar o curso é uma forma de passar a tradição adiante.

A oficina acontecerá das 12h as 16h (dos dias 18 e 19 de janeiro), no Restaurante Lula Cebola (Avenida Beira Mar, 473), no bairro da Ribeira. As inscrições estão abertas até 11 de janeiro e o investimento será R$ 50. Mais informações podem ser obtidas através do email cristifranca@gmail.com.

O bairro da Ribeira fica na Península Itapagipana, na Cidade Baixa, banhado pela Baía de Todos os Santos. Uma das curiosidades sobre o bairro, que tem muitas atrações, foi o de abrigar o hidroporto de Salvador, na Avenida Porto dos Tainheiros, em área dos pescadores de tainhas, que tiveram que abandonar o espaço. Construído entre 1937 e 1939, impulsionado pela descoberta de um poço de petróleo no bairro do Lobato, recebia hidroaviões de modelo Catalina, que decolavam e pousavam (amerissavam) no mar.  Com a Construção do atual Aeroporto de Salvador, por volta de 1943, o Hidroporto dos Tainheiros foi desativado. Clique aqui para saber outras atrações da Ribeira.