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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Bate-volta para ver a Regata de Jangadas em Imbassaí

Vilarejo comemora a Primavera com a tradicional Regata de Jangadas neste sábado, 17 de setembro. É perto da capital, aproveite para curtir praias, rios, cachoeiras e a natureza do Litoral Norte da Bahia.

Coqueiros, dunas, rio e mar: o paraíso de Imbassaí no Litoral Norte a cerca de 80 km de Salvador (Tereza Torres/SeturBA)
  
Um lugar muito bonito, com dunas, coqueiros, belas praias, banhos de rio e de mar, passeios de barco, passeios em meio ao verde da natureza, grande frequência durante o verão e algumas boas festas. É lugar comum dizer isso? Sim, mas é assim que os turistas definem Imbassaí, vilarejo localizado a cerca de 80 km de Salvador (bom pra um bate-volta ou para um fim de semana) e a 3 km da badalada Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia.

Quer mais motivo pra ir lá? Neste sábado, 17, acontece, pelo nono ano, a divertida Regata de Jangadas, com a participação dos jangadeiros que fazem a travessia de passageiros e turistas pelo Rio Imbassaí até as praias mais frequentadas do lugar. A festa começa às 8h da manhã, com a queima de fogos de artifício, seguida da roda de capoeira com o Grupo Porto da Barra.

Jangadeiros mostram destreza e criatividade na condução das embarcações durante as provas (Nilza Vaz/Divulgação)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Jornalista ensina arte de criar turbantes em oficina na Ribeira

Jornalista ensina a fazer acessório que gosta de usar (Foto: divulgação)


"Turbantes: uma questão de identidade". Com esta proposta, a jornalista Cristiele França vai ministrar a sua primeira oficina para ensinar a fazer e como usar o tradicional acessório. "Se você sempre quis usar um turbante, mas nunca soube por onde começar, chegou a hora de aprender", convida a comunicadora, que aprendeu a arte "observando em casa, testando, fazendo amarrações".

Muito usado no oriente, a origem do turbante ainda é incerta. Nos anos 1960 do século XX, ganhou o gosto feminino, como acessório da moda, embora muito antes já fizesse a cabeça de mulheres como a cantora Carmem Miranda ou a escritora Simone de Beauvoir. Em Salvador, o acessório sempre fez parte da cultura. O uso de lenços, torços e turbantes na cabeça sempre foi muito comum entre as mulheres da capital baiana, independente de estar ou não na moda.

A primeira oficina de turbantes Derê Min será realizada nos dias 18 e 19 de janeiro (sábado e domingo), na Ribeira (Cidade Baixa, em Salvador). Os participantes receberão noções de dez diferentes tipos de amarrações, dicas de maquiagem e composição visual, para combinar com o acessório, informa a jornalista. Ela também ensinará pelo menos duas amarrações no estilo torço, um pouco menor que o turbante.

"Teremos tecidos disponíveis para as alunas, mas, caso tenham tecidos em casa, elas podem levar". Para quem vai levar o próprio tecido, Cristiele recomenda os mais encorpados e lembra que "seda e cetim não servem para os turbantes". Além das peças de tecido para a venda, haverá o Bazar das Pretas, com a comercialização de acessórios, como pulseiras e brincos. 

Bacharel em jornalismo, com passagens pelas rádios Cultura e Metrópole FM, Cristiele França atualmente é repórter da Tudo FM. Começou a se interessar por turbantes por gostar de usar a peça. Hoje o seu hobby é criar novas amarrações. Realizar o curso é uma forma de passar a tradição adiante.

A oficina acontecerá das 12h as 16h (dos dias 18 e 19 de janeiro), no Restaurante Lula Cebola (Avenida Beira Mar, 473), no bairro da Ribeira. As inscrições estão abertas até 11 de janeiro e o investimento será R$ 50. Mais informações podem ser obtidas através do email cristifranca@gmail.com.

O bairro da Ribeira fica na Península Itapagipana, na Cidade Baixa, banhado pela Baía de Todos os Santos. Uma das curiosidades sobre o bairro, que tem muitas atrações, foi o de abrigar o hidroporto de Salvador, na Avenida Porto dos Tainheiros, em área dos pescadores de tainhas, que tiveram que abandonar o espaço. Construído entre 1937 e 1939, impulsionado pela descoberta de um poço de petróleo no bairro do Lobato, recebia hidroaviões de modelo Catalina, que decolavam e pousavam (amerissavam) no mar.  Com a Construção do atual Aeroporto de Salvador, por volta de 1943, o Hidroporto dos Tainheiros foi desativado. Clique aqui para saber outras atrações da Ribeira.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Alguém perguntou ao jegue o que ele acha? A polêmica sobre animais na Lavagem do Bonfim

De um lado a tradição; do outro a defesa dos animais. A polêmica da vez é a presença ou não de animais irracionais no cortejo da Lavagem do Bonfim, que acontece nesta quinta-feira, 17, em Salvador. O trajeto de oito quilômetros, entre a concentração defronte à Basílica da Conceição da Praia e a Colina Sagrada, onde foi construída em a Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim, é acompanhado por baianas caracterizadas, populares, autoridades, políticos, personagens históricos da festa e o povo.

A presença de animais é histórica. A Lavagem do Bonfim era, no passado, uma preparação da igreja para a festa que se realizaria no domingo. Tradicionalmente, a festa católica acontecia e continua acontecendo, no segundo domingo após o dia 6 de janeiro, Festa de Reis. A igreja precisaria estar limpa e decorada para os festejos. Em princípio, eram os escravos que faziam o trabalho. Depois, passou a ser feito pelas senhoras da paróquia e os empregados remunerados. As fontes onde se pegava a água não era perto. E havia uma ladeira íngreme até a igreja. A carroça era o meio de transporte popular da cidade. Daí, os burricos com cântaros no lombo faziam o percurso entre as fontes e a igreja levando a água para a limpeza.

Quando a festa se popularizou e se folclorizou, a tradição "mandou" enfeitar as carroças, foram criados concursos para premiar as mais bonitas e no fim dos oito quilômetros os mesmos burricos tinham que puxar de volta os donos, às vezes amigos, os que se espalhavam demais na bebida de volta à Conceição da Praia, ao ponto de ônibus mais próximo e até, às vezes, em casa.

Acontece que se popularizou, também, a luta em defesa dos direitos dos animais. E a luta se fortaleceu e passou a ir de encontro às tradições. Em 2010, uma ONG obteve uma liminar com a proibição dos animais nas festas populares. No ano seguinte, o Tribunal de Justiça derrubou a liminar que impedia a presença dos jegues na Lavagem do Bonfim. Este ano, a Prefeitura Municipal não cadastrou as carroças como parte do cortejo.

O que o blog tem a dizer: viva a tradição, mas não maltrate os animais por causa dela. Defendemos os dois lados. É posssível? É. Que os jegues, burricos e afins estejam presentes e as carroças, enfeitadas como sempre. Porém, que haja água para beber, alimento e paradas para descanso e não mais que uma pessoa conduzindo o animal. No meio de tudo: a fiscalização. Os protetores são muitos e podem fazê-lo. E o que não falta na Lavagem do Bonfim é a presença da Polícia Militar para coibir os abusos.

 E vamos à Lavagem que é uma festa pra lá de bonita!

Leia sobre o tema aqui, em uma matéria de 2012 e aqui. Sobre a tradição, leia aqui.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mostra de arte faz alusão aos santos gêmeos

É tradição em Salvador servir caruru aos amigos - e a quem mais chegar - durante o mês de setembro, dedicado aos santos gêmeos Cosme e Damião (da fé Católica) e aos ibejis (da fé de santo, o Candomblé). Se encontrar quiabo inteiro no prato, terá que oferecer um caruru para Cosme e Damião e os Ibejis no próximo ano e convidar a pessoa que fez o caruru onde o quiabo foi encontrado. Assim manda a tradição. O dia dedicado aos santos é o 27 de setembro.

Em comemoração à tradição, fica em cartaz até 7 de outubro no foyer do Centro de Cultura, localizado na Praça Municipal, Centro Histórico de Salvador, a exposição "Geminados". A mostra, aberta nesta quinta-feira, 27,  é composta por 21 trabalhos, entre telas (óleo sobre tela), escultura e instalação, que fazem alusão a Cosme e Damião. Entre os vários expositores, está o artista plástico baiano Menelaw Sete. A iniciativa da exposição é da Câmara Municipal de Salvador, através do vereador Odiosvaldo Vigas. Thomé de Souza. (Com informações da CMS)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cachoeira mantém tradição da festa da Boa Morte


A cidade de Cachoeira, localizada no interior da Bahia, realiza a sua mais tradicional festa religiosa sem um dos seus principais símbolos. Faleceu domingo, 5, a mais velha integrante da Irmandade da Boa Morte, dona Estelita Santana, aos 105 anos. A filha de Omolu e Juíza Perpétua da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, Dona Ester, como era carinhosamente conhecida, ocupava o posto mais importante e completaria  106 anos em 14 de setembro. Também foi sepultada neste domingo (5) no cemitério de Cachoeira, a filha de Yansan Mãe Madalena, aos 54 anos de idade.

A Festa da Irmandade da Boa Morte, em louvor à Nossa Senhora, será realizada de 13 a 17 de agosto e deve atrair, de acordo com a Bahiatursa, cerca de cinco mil turistas e centenas de jornalistas, além de operadores e agentes de viagem. No entanto, os rituais que antecedem a comemoração começaram desde último sábado, 4, quando as 23 integrantes da irmandade saíram pelas ruas da cidade para a esmola geral, um dos compromissos religiosos da festa. Outras obrigações públicas e algumas secretas, também fazem parte da tradição.

"Na Baía de Todos-os-Santos, a cidade de Cachoeira é um dos grandes ícones do sincretismo que parece vivo em cada esquina. No mês de agosto, a Festa da Boa Morte é o auge da mistura entre catolicismo e candomblé e encanta moradores e visitantes que vão à cidade apreciar as procissões organizadas pelas senhoras negras que integram a secular Irmandade da Boa Morte. A programação da festa, que também inclui momentos de luto, reserva missas, confissões, sentinelas e apresentação de grupos de samba de roda e de capoeira." (Fonte: site oficial de turismo da Bahia)

(Foto João Ramos/Bahiatursa)
Após o ritual da Esmola Geral, a programação reinicia na próxima segunda-feira, 13, às 19 horas. No dia 14,  terça feira, vestidas de preto e com um lenço cobrindo o rosto, as irmãs saem em procissão, desta vez  simbolizando o enterro de Nossa Senhora. O ponto alto acontece em 15 de agosto, com a celebração da Assunção de Maria, com missa e mais uma procissão pelas ruas históricas de Cachoeira, dessa vez com a imagem de Nossa Senhora da Glória. O culto religioso dura três dias e recomeça na quinta feira, com o traslado do esquife com a imagem de Nossa Senhora para a sede da irmandade. Na sede,  as irmãs participam de uma ceia  à base de peixes e arroz. Para o público, a festa será regada a cozido, caruru e samba-de-roda no Largo da Ajuda.

A Festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, de Cachoeira, é Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010. O evento conta com o apoio da Secretaria de Turismo e Bahiatursa, e parceria do Sebrae e Votorantim. Durante o evento estas instituições divulgarão a "A Rota da Liberdade", roteiro de turismo étnico que levará os visitantes às comunidades quilombolas do Recôncavo, acompanhados de guias locais. Os turistas poderão aproveitar o passeio nos dias de realização da festa. De acordo com a Bahiatursa, duas  vans  sairão de Cachoeira, às 9h e às 14h, e o roteiro vai custar  R$ 35 por pessoa. (Informações da Bahiatursa)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim


fitas
O colorido das fitinhas e a fé de baianos e turistas

Entramos na semana da festa mais famosa da Bahia, depois do Carnaval: a Lavagem do Bonfim. Se chegará a Salvador nesta época, não esqueça de por na mala, pelo menos, uma peça de roupa branca, pra entrar no clima das festividades. E disposição para andar muito. Além disso, prepare-se para alguns rituais, como o da fitinha. A fita do Bonfim foi criada em 1809. Mais conhecida como "medida do Bonfim", seu tamanho original correspondia ao comprimento do braço direito da imagem de Nosso Senhor do Bonfim, que fica no altar principal da igreja. A tradição "manda" prender a fitinha no pulso com 3 nós, um para cada pedido. Quando ela cai, significa que os pedidos serão (ou foram) atendidos. Outros preferem amarrar a fitinha no gradil do adro, também fazendo pedidos ou agradecendo graças alcançadas ou, ainda, deixando uma lembrança de que ali esteve um dia. A tradicional "Lavagem do Bonfim" é realizada na 2ª quinta-feira do mês de janeiro, próximo dia 12. Fiéis e turistas vestem-se de branco a caminham da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Colina Sagrada, em um percurso de 8 km. "Quem tem fé, vai a pé". No final, baianas lavam as escadarias do adro da igreja com água de cheiro e flores.

"A tradição de lavar o adro da igreja com água de cheiro nasceu do trabalho dos escravos, que faziam a preparação do local para a novena em louvor ao Senhor Crucificado. A lavagem foi proibida pela Arquidiocese de Salvador, em 1889, mas voltou a ser realizada nos anos 1950, com a participação de adeptos do candomblé. Hoje, reúne fiéis de todas as crenças e credos." (Fonte: Festas populares)

A celebração Católica ao Senhor do Bonfim conta com missas, novena e procissão.Nesse caso, os dias principais são o sábado e o domingo seguintes à quinta-feira da lavagem. Festa e lavagem são eventos distintos, mas de igual importância para o calendário de festividades religiosas e profanas de Salvador. O oficial português Teodósio Rodrigues de Farias foi quem trouxe de Portugal a imagem do Cristo, em 1745, primeiramente colocada em uma igreja de Itapagipe. Em 1754, em procissão, os fiéis a levaram para o seu atual templo, no alto da Colina Sagrada.

E vai rolar a festa...
Prefeitura lança portal oficial do Carnaval de Salvador nesta segunda (9)

domingo, 1 de janeiro de 2012

O que é que o Bonfim tem? A medida na fitinha

Se vai à Igreja do Bonfim tem que ter fitinha para amarrar no pulso, no gradil do adro, na bolsa, na mala de viagem ou, simplesmente, tê-la na mão, levada pelo vento ou pelo movimento enquanto caminha em direção ao templo fazendo pedidos, agradecendo ou curioso pra ver como é lá dentro. Suba a colina sagrada, de preferência cantando baixinho o hino, que tão bem foi interpretado por Caetano, Bethânia e melhor ainda pelo povo baiano em suas procissões...