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domingo, 26 de maio de 2013

Charme do Rio Vermelho e seus elementos culturais

Blog Salvador em um dia
Jorge Amado e Zélia Gattai: ponto obrigatório para fotos dos visitantes

Mais uma vez o Rio Vermelho. Ter a obrigação de ir a este bairro todos os sábados pela manhã passa longe de ser uma tarefa "pesada". Ao contrário, sempre haverá uma novidade a saber, ver e, posteriormente, contar. O bairro ganhou recentemente um novo boteco, restaurante e café (o Red River) de luxo e continua sendo uma das boas opções de vida noturna e cultural da capital baiana. Na mais recente passagem, neste sábado, 25, para a aula de espanhol no Instituto Caballeros de Santiago, também encontrei a arte de Leonel Mattos, imóveis restaurados, estudantes valorizando a cultura da terra...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Salvador homenageia a matriarca Catharina Paraguassú


Altar da Igreja da Graça onde estão os restos mortais da Índia Paraguassú


O V Centenário do Nascimento de Catharina Paraguassú (1512-2012) será comemorado com sessão especial na Câmara de Vereadores de Salvador na próxima segunda-feira, 16, às 19h. A Casa Legislativa da capital baiana fica na praça Thomé de Souza (Municipal), no Centro Histórico. O evento terá muitas homenagens à personagem considerada "a matriarca do Brasil". Inicialmente será lembrado o Dia Municipal de Catharina Paraguassú (26 de janeiro), seguido do lançamento do Projeto Caramuru & Catharina nas Escolas, apresentação do Roteiro Turístico Caramuru-Apóstolo Santiago-Catharina Paraguassú e o lançamento dos livros: "Catharina Paraguassú, Matriarca do Brasil" e "Cinco de Outubro, Dia de Caramuru", de Ubaldo Marques Porto Filho.


Pintura reproduz sonho de Paraguassú
A instituição da data de 26 de janeiro como o Dia Municipal de Catharina Paraguassú, proposta pelo vereador e presidente da Câmara Pedro Godinho, foi sancionada por meio da Lei 8.272 de 9 de maio de 2012. A índia tupinambá Paraguassú nasceu em 1512, na Ilha de Itaparica ou na região do Rio Paraguassú e foi a primeira grande personalidade feminina da história brasileira. Batizada na França, em Saint-Malo, no dia 30 de julho de 1528, onde recebeu o nome de Katherine du Brezil, formou com Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru, o primeiro casal cristão do Brasil e as primeiras famílias brasileiras. Considerada como a Matriarca da Bahia e do Brasil, Catharina Paraguassú foi a personagem do primeiro milagre ocorrido na América Portuguesa, decorrente dos sonhos que teve com a Mãe de Jesus. As aparições resultaram na localização da imagem da Virgem Santíssima carregando o Menino Jesus, que se encontrava na embarcação espanhola Madre de Dios, naufragada no litoral baiano, nas proximidades da Ilha de Boipeba.

O projeto didático Caramuru & Catharina nas Escolas será apresentado pelo presidente da Casa de Cultura Carolina Taboada, Nelson Taboada. O projeto tem por objetivo auxiliar educadores e alunos ao disponibilizar dados biográficos do conteúdo histórico da vida de Caramuru e Catharina Paraguassú, considerados fundadores da brasilidade. Os dados históricos serão apresentados nos livros "Catharina Paraguassú, Matriarca do Brasil" e "Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru, Patriarca do Brasil", além de cartilhas histórias em quadrinhos sobre os personagens históricos. As quatro obras foram elaboradas pelo pesquisador e escritor Ubaldo Marques Porto Filho, especialista na historiografia sobre Catharina e Caramuru. Marques participa da sessão especial de segunda-feira, na Câmara. (Fonte: CMS. Fotos: Silvianasci/Salvadoremumdia)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Câmara quer instituir o dia de Catarina Paraguaçu


No ano da celebração dos 500 anos do nascimento, a índia tupinambá Catharina Paraguaçu vai receber uma nova homenagem da capital baiana, através do projeto de lei que institui 26 de janeiro, data da sua morte, como Dia Municipal de Catharina Paraguassu. A homenagem foi proposta pela Câmara Municipal da capital baiana.


O presidente da Casa, vereador Pedro Godinho explica que o objetivo é valorizar a importância histórica de Catharina Paraguaçu, que morreu em 26 de janeiro de 1589, aos 77 anos, e está  sepultada na capela que mandou erguer onde hoje fica a Igreja de Nossa Senhora da Graça. As comemorações pelos 500 anos foram abertas no dia 31 de março, no Mosteirinho da Graça.


Na ocasião, o arquiabade do Mosteiro de São Bento, dom Emanuel d’Able do Amaral, ressaltou que Catharina foi a primeira liderança feminina no Brasil e pioneira no desenvolvimento de ações sociais, cujo legado maior foi a doação da Igreja da Graça e terras anexas, que formaram um valioso patrimônio do Mosteiro de São Bento, com reflexos até os dias atuais.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Fiéis celebram na Graça 500 anos de Paraguaçu


Com uma missa celebrada na manhã de domingo, 24, pelo abade do mosteiro de São Bento, Dom Emanuel do Amaral, na Igreja da Graça, em Salvador, os baianos comemoraram os 500 anos de nascimento da índia Catarina Paraguaçu. Os fiéis ouviram histórias sobre a vida da filha caçula do cacique Taparica, da tribo dos Tupinambás. Ela casou com o português Diogo Álvares Correia, que naufragou no Rio Vermelho. Leia mais em G1Bahia. E veja a Igreja da Graça aqui e aqui, em posts do blog.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

De volta ao Mosteirinho da Graça


A pequena Igreja de Nossa Senhora da Graça (ou mosteirinho), sob a sombra de oitis, charmosa, localizada no bairro de mesmo nome, encanta a todos que a conhecem e aos turistas que visitam Salvador. Aqui no blog também. A pedido de um leitor, volto com mais algumas fotos, em especial do túmulo de Catharina Paraguaçu, mulher de Diogo Álvares, Caramuru, que para agradá-la e a seu pedido mandou erigir a capela original no local onde hoje está o mosteirinho, pertencente à Ordem dos Beneditinos. Vejam as fotos a seguir.

Bem vindos. É fácil encontrar a igrejinha com suas portas abertas a visitação
Antes de entrar, observe no chão, o suporte de ferro que era usado no passado para limpar os sapatos sujos da lama e do barro da rua que não tinha calçamento. Observe, também, a placa explicativa sobre a construção, que não é a capela original mandada construir por Catharina Paraguaçu. "A Igreja e Abadia de Nossa Senhora da Graça apresenta forma primitiva de mosteiro beneditino, construído sob planta de Frei Gregorio de Magalhães em 1645 e reconstruído no século XVIII."

Ao lado direito de quem está de frente para o altar-mor
A placa em mármore indica o local onde ficam os restos mortais de Paraguaçu. Lê-se nela: "Sepultura de D. Catharina Alvares Paraguassu, senhora que foi desta capitania da Bahia, à qual ella e seu marido Diogo Alvares Corrêa, natural de Vianna derão aos Senhores Reis de Portugal - edificou esta capella de Nossa Senhora da Graça e a deu com as terras annexas ao Patriarca S. Bento em o anno de 1582".

A sepultura no chão da antiga capela que mandou erigir

Lado direito da Igreja da Graça com a placa histórica


"O bairro da Graça, considerado como um dos mais importantes logradouros da cidade de Salvador - Capital do Estado da Bahia - nasceu dentro de uma área da Aldeia Tupinambá inicialmente com a denominação de Vila Velha(...)Tem-se referência do surgimento deste templo um nicho em barro construído pela kunhã (esposa) tupinambá de um português chamado Diogo Álvares Correia, que durante a gravidez sonhou com uma linda mulher branca carregando uma criança e pedindo-lhe abrigo." (Adelindo Kfoury Silveira, no Pequeno Histórico da Igreja de Nossa Senhora da Graça). No teto e em pinturas expostas na sacristia a cena do sonho é retratada.


Horário de missas e visitação ao monumento histórico

O fidalgo português Diogo Álvares Correia nasceu em Viana do Castelo, Portugal, em 1475 e faleceu em  Tatuapara, Bahia, em 5 de outubro de 1557. Depois de um naufrágio, foi encontrado pelos índios tupinambás nas pedras da atual Praia da Mariquita, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Acolhido pelos índios, e respeitado por eles, casou-se com a filha do cacique, que mais tarde levaria em uma viagem à Europa, quando foi batizada na França com o nome de Catharina. Sua história é cercada de lendas mas, consta que teve importante papel no contato entre os índios e os portugueses, no início da ocupação das terras que viriam a se tornar o Brasil. Veja outras fotos aqui.