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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Baianos voltarão a fabricar as tradicionais fitas do Bonfim

Fiéis costumam amarrar as fitas na grade do Bonfim (Tatiana Azeviche/Setur)

Ícone tradicional da religiosidade baiana, a Fitinha do Senhor do Bonfim voltará a ser fabricada no estado após 20 anos. A novidade foi anunciada no lançamento de um pacote de ações da Secretaria do Turismo da Bahia juntamente com a Arquidiocese de Salvador. Atualmente, o artigo é produzido apenas no interior de São Paulo e feito em material sintético.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Festa tradicional baiana realizada nas ruas de Paris


As ruas de Paris recebem, esta semana, uma das mais tradicionais festas baianas: a lavagem de uma igreja. A "Lavage de La Madeleine", com apoio da Bahiatursa, foi inspirada na tradicional lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim, de Salvador. A festa de Paris, já considerada a maior festividade do Brasil na Europa, foi criada pelo santo-amarense Robertinho Chaves.

Nesta 11ª edição, Jorge Amado e a cidade de São Luís, Maranhão, serão homenageados. Magary Lord e mais de 20 grupos musicais, de dança e percussão serão as atrações, informa a Bahiatursa. Toda a semana será marcada por manifestações artísticas, festas em bares e restaurantes, shows e exposição em celebração à cultura brasileira. O encerramento das festividades acontece no domingo, 23, com o cortejo que parte da Praça da República em direção à Praça de La Madeleine e lavagem simbólica das escadarias da igreja, igreja idealizada por Napoleão em 1806., om baianas, flores e água de cheiro.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Fiéis celebram na Graça 500 anos de Paraguaçu


Com uma missa celebrada na manhã de domingo, 24, pelo abade do mosteiro de São Bento, Dom Emanuel do Amaral, na Igreja da Graça, em Salvador, os baianos comemoraram os 500 anos de nascimento da índia Catarina Paraguaçu. Os fiéis ouviram histórias sobre a vida da filha caçula do cacique Taparica, da tribo dos Tupinambás. Ela casou com o português Diogo Álvares Correia, que naufragou no Rio Vermelho. Leia mais em G1Bahia. E veja a Igreja da Graça aqui e aqui, em posts do blog.

domingo, 24 de junho de 2012

Igreja de Itaparica foi restaurada pelo Iphan


A comunidade de Itaparica recebeu a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento que foi totalmente restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia. A entrega do monumento restaurado aconteceu no último dia 17 de junho, comemorada com uma missa celebrada pelo arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, com a presença do superintendente do Iphan-BA, Carlos Amorim. A Igreja do Santíssimo Sacramento de Itaparica foi construída em 1742 e resguarda no forro da capela-mor uma pintura ilusionista de inspiração italiana. (Fonte: Iphan-BA)


Além de antiga estância hidromineral, Itaparica, localizada na ilha de mesmo nome que fica defronte a Salvador, na Baía de Todos os Santos, está ligada à história da consolidação da Independência do Brasil (o 2 de julho dos baianos) e, na história recente, é a terra do escritor João Ubaldo Ribeiro. O primeiro resort do Brasil _ o Mediterranée, atual Club Med - foi ali construído, em 1979. O resort funciona até hoje.

sábado, 2 de junho de 2012

Iphan conclui primeira etapa de restauração de Sant'Ana


A primeira etapa das obras de restauração da Igreja do Santíssimo Sacramento e Sant’Ana, localizada entre o Campo da Pólvora e a Baixa dos Sapateiros, bairro de Nazaré, em Salvador, uma das riquezas arquitetônicas e históricas da Bahia, foi concluída, anunciou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia. O órgão federal foi responsável pela aprovação do projeto e supervisão das obras em 31 ambientes do templo, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com o Iphan, foram investidos R$ 3,2 milhões do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). A previsão é de que o restauro de todo o templo seja concluído em 2014.

A primeira etapa livrou a igreja, interditada desde 2005 pela Defesa Civil, de riscos estruturais. Desde a interdição, o Iphan acompanha as ações, analisando os orçamentos e projetos, autorizando as obras e os serviços. Desta forma, os critérios de restauração para preservação das características do monumento foram cumpridos, informa o órgão. Construída no século XVIII, com arquitetura em estilo neoclássico e fachada rococó, a Igreja de Sant’Ana era uma das mais movimentadas de Salvador, reconhecida pelos trabalhos realizados pela Pastoral da Família, encontros de casais e jovens.

Os forros foram restaurados, assim como os assoalhos de madeira, as lápides na capela do Senhor Morto, as escadarias e o salão nobre. Também houve a renovação das partes elétrica e hidráulica e ambientes foram construídos para a melhoria da estrutura, como um mezanino com sala para os setores da administração, secretaria paroquial e da sala de pároco, além de um elevador com acesso ao segundo pavimento e galerias superiores. A instalação de novos banheiros foi uma adaptação necessária ao ambiente, interferindo o mínimo possível no espaço preservado.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

De volta ao Mosteirinho da Graça


A pequena Igreja de Nossa Senhora da Graça (ou mosteirinho), sob a sombra de oitis, charmosa, localizada no bairro de mesmo nome, encanta a todos que a conhecem e aos turistas que visitam Salvador. Aqui no blog também. A pedido de um leitor, volto com mais algumas fotos, em especial do túmulo de Catharina Paraguaçu, mulher de Diogo Álvares, Caramuru, que para agradá-la e a seu pedido mandou erigir a capela original no local onde hoje está o mosteirinho, pertencente à Ordem dos Beneditinos. Vejam as fotos a seguir.

Bem vindos. É fácil encontrar a igrejinha com suas portas abertas a visitação
Antes de entrar, observe no chão, o suporte de ferro que era usado no passado para limpar os sapatos sujos da lama e do barro da rua que não tinha calçamento. Observe, também, a placa explicativa sobre a construção, que não é a capela original mandada construir por Catharina Paraguaçu. "A Igreja e Abadia de Nossa Senhora da Graça apresenta forma primitiva de mosteiro beneditino, construído sob planta de Frei Gregorio de Magalhães em 1645 e reconstruído no século XVIII."

Ao lado direito de quem está de frente para o altar-mor
A placa em mármore indica o local onde ficam os restos mortais de Paraguaçu. Lê-se nela: "Sepultura de D. Catharina Alvares Paraguassu, senhora que foi desta capitania da Bahia, à qual ella e seu marido Diogo Alvares Corrêa, natural de Vianna derão aos Senhores Reis de Portugal - edificou esta capella de Nossa Senhora da Graça e a deu com as terras annexas ao Patriarca S. Bento em o anno de 1582".

A sepultura no chão da antiga capela que mandou erigir

Lado direito da Igreja da Graça com a placa histórica


"O bairro da Graça, considerado como um dos mais importantes logradouros da cidade de Salvador - Capital do Estado da Bahia - nasceu dentro de uma área da Aldeia Tupinambá inicialmente com a denominação de Vila Velha(...)Tem-se referência do surgimento deste templo um nicho em barro construído pela kunhã (esposa) tupinambá de um português chamado Diogo Álvares Correia, que durante a gravidez sonhou com uma linda mulher branca carregando uma criança e pedindo-lhe abrigo." (Adelindo Kfoury Silveira, no Pequeno Histórico da Igreja de Nossa Senhora da Graça). No teto e em pinturas expostas na sacristia a cena do sonho é retratada.


Horário de missas e visitação ao monumento histórico

O fidalgo português Diogo Álvares Correia nasceu em Viana do Castelo, Portugal, em 1475 e faleceu em  Tatuapara, Bahia, em 5 de outubro de 1557. Depois de um naufrágio, foi encontrado pelos índios tupinambás nas pedras da atual Praia da Mariquita, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Acolhido pelos índios, e respeitado por eles, casou-se com a filha do cacique, que mais tarde levaria em uma viagem à Europa, quando foi batizada na França com o nome de Catharina. Sua história é cercada de lendas mas, consta que teve importante papel no contato entre os índios e os portugueses, no início da ocupação das terras que viriam a se tornar o Brasil. Veja outras fotos aqui.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Orquestra Sinfônica realiza concerto em homenagem a Bach

A Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), que comemora seu  30º aniversário este ano, apresenta-se neste domingo, 29, com o concerto Bach Eterno, no Centro Histórico de Salvador, dedicado a obras do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). A apresentação acontece às 17h, na Igreja de ouro de São Francisco, com entrada gratuita. Trata-se do terceiro concerto deste ano da Série Manuel Inácio da Costa. Realizada nas igrejas do estado e batizada em homenagem ao escultor barroco da Bahia que viveu entre os séculos XVIII e XIX, a série apresenta ao público expoentes da música clássica e do barroco brasileiro. A Osba é mantida pela Secretaria Estadual de Cultura, através da Fundação Cultural e Teatro Castro Alves. O concerto terá o maestro Carlos Prazeres como regente e solista (oboé) e participações do barítono Fabrizio Claussen e do violinista Samuel Dias.

domingo, 15 de abril de 2012

Igreja do Rosário dos Pretos é reaberta após restauração


Igreja do Rosário destaca-se no Largo do Pelourinho (Fotos: Carol García/Secom)
Uma missa solene, assistida por fiéis e turistas, neste domingo, 15, marcou a reabertura da Igreja da Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo, conhecida popularmente como Igreja do Rosário dos Pretos. A celebração foi precedida de uma procissão capitaneada pelos membros da Irmandade à qual pertence a igreja, desde o bairro do Santo Antônio Além do Carmo até o Largo do Pelourinho (Praça José de Alencar), onde o  templo, construído por escravos, destaca-se dos demais prédios históricos. Tombado como Patrimônio do Brasil pelo Iphan/MinC desde 1938, o prédio religioso do Rosário dos Pretos é considerado de notável mérito arquitetônico e foi construído, em suas horas vagas, por escravos e ex-escravos, a partir de 1704 ao longo de quase 100 anos.

Fiéis celebram a reabertura após dois anos de obras de restauração

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fotos: Rio Vermelho amanhece bonito

Igreja de Santana, Casa de Iemanjá e arte de Bel Borba (foto:silvianasci)



Antiga igrejinha de Santana e largo (foto:silvianasci)

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim


fitas
O colorido das fitinhas e a fé de baianos e turistas

Entramos na semana da festa mais famosa da Bahia, depois do Carnaval: a Lavagem do Bonfim. Se chegará a Salvador nesta época, não esqueça de por na mala, pelo menos, uma peça de roupa branca, pra entrar no clima das festividades. E disposição para andar muito. Além disso, prepare-se para alguns rituais, como o da fitinha. A fita do Bonfim foi criada em 1809. Mais conhecida como "medida do Bonfim", seu tamanho original correspondia ao comprimento do braço direito da imagem de Nosso Senhor do Bonfim, que fica no altar principal da igreja. A tradição "manda" prender a fitinha no pulso com 3 nós, um para cada pedido. Quando ela cai, significa que os pedidos serão (ou foram) atendidos. Outros preferem amarrar a fitinha no gradil do adro, também fazendo pedidos ou agradecendo graças alcançadas ou, ainda, deixando uma lembrança de que ali esteve um dia. A tradicional "Lavagem do Bonfim" é realizada na 2ª quinta-feira do mês de janeiro, próximo dia 12. Fiéis e turistas vestem-se de branco a caminham da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Colina Sagrada, em um percurso de 8 km. "Quem tem fé, vai a pé". No final, baianas lavam as escadarias do adro da igreja com água de cheiro e flores.

"A tradição de lavar o adro da igreja com água de cheiro nasceu do trabalho dos escravos, que faziam a preparação do local para a novena em louvor ao Senhor Crucificado. A lavagem foi proibida pela Arquidiocese de Salvador, em 1889, mas voltou a ser realizada nos anos 1950, com a participação de adeptos do candomblé. Hoje, reúne fiéis de todas as crenças e credos." (Fonte: Festas populares)

A celebração Católica ao Senhor do Bonfim conta com missas, novena e procissão.Nesse caso, os dias principais são o sábado e o domingo seguintes à quinta-feira da lavagem. Festa e lavagem são eventos distintos, mas de igual importância para o calendário de festividades religiosas e profanas de Salvador. O oficial português Teodósio Rodrigues de Farias foi quem trouxe de Portugal a imagem do Cristo, em 1745, primeiramente colocada em uma igreja de Itapagipe. Em 1754, em procissão, os fiéis a levaram para o seu atual templo, no alto da Colina Sagrada.

E vai rolar a festa...
Prefeitura lança portal oficial do Carnaval de Salvador nesta segunda (9)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Na Sé ou no Campo Grande

A letra da música "Chame Gente", de Moraes Moreira, destaca um ponto turístico que deve constar de todo passeio à Salvador. A Praça da Sé tem esse nome porque era ali localizada uma antiga catedral que foi demolida em 1933 para dar lugar ao final de linha das linhas de bondes da capital baiana. O lugar já foi fim-de-linha de ônibus, mas, restaurada, hoje é um dos portões de entrada do Centro Histórico de Salvador. Logo após a praça, chega-se ao Terreiro de Jesus e, em seguida, ao Largo do Pelourinho. O monumento da Cruz Caída representa o templo de 1552 que foi demolido em uma época em que não se valorizava o patrimônio histórico da Cidade da Bahia. No Belvedere da Sé há uma das mais belas vistas da Baía de Todos os Santos e da Cidade Baixa. Excelente local para fotografar, fazer pose ou apenas ver o por-do-sol. Quem chega pelo Aeroporto Internacional de Salvador pode pegar o ônibus "jardineira" (tarifa de R$ 3) que faz retorno na Praça da Sé depois de passar por alguns dos principais pontos turísticos da cidade, como a Orla Marítima, Farol, Porto e Ladeira da Barra, Campo Grande e Avenida Sete de Setembro. Os dois últimos integram o circuito "Osmar" do Carnaval da Bahia. Um percurso longo, mas bastante agradável e barato!

domingo, 1 de janeiro de 2012

O que é que o Bonfim tem? A medida na fitinha

Se vai à Igreja do Bonfim tem que ter fitinha para amarrar no pulso, no gradil do adro, na bolsa, na mala de viagem ou, simplesmente, tê-la na mão, levada pelo vento ou pelo movimento enquanto caminha em direção ao templo fazendo pedidos, agradecendo ou curioso pra ver como é lá dentro. Suba a colina sagrada, de preferência cantando baixinho o hino, que tão bem foi interpretado por Caetano, Bethânia e melhor ainda pelo povo baiano em suas procissões...