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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

IBGE: turismo dinamiza emprego em Salvador, Rio e Recife

Onde o turismo é expressivo há demora na dispensa de trabalhadores

Brasília (DF) – A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, divulgada nesta terça-feira (26), revela que o turismo teve forte impacto positivo sobre o mercado de trabalho em algumas regiões metropolitanas do país em janeiro.  Segundo o estudo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador apresentaram queda na taxa de desocupação, principalmente nos setores de alimentação e hospedagem. É o menor índice registrado para o mês em uma década.

No confronto com janeiro de 2012, a taxa de desocupação recuou 2% em Salvador, 1,3% no Rio de Janeiro e manteve-se estável em Recife. Em São Paulo, ao contrário das demais regiões metropolitanas, houve acréscimo de 0,9%.

“Nas regiões de atividade turística expressiva, em função do verão e do Carnaval, há um atraso na dispensa de trabalhadores temporários, o que justifica o recuo e a estabilidade das taxas de desocupação”, explicou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.
“Os dados reforçam a importância do turismo como vacina contra as instabilidades econômicas”, afirmou o ministro do Turismo, Gastão Vieira. “O Brasil tem potencial para gerar emprego e renda nesse setor o ano inteiro, não só durante as férias.”

A pesquisa do IBGE aponta para aumento de 4,1% no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado nos últimos 12 meses. O equivalente a 459 mil novos postos de trabalho formais em um ano. O recuo na taxa de desocupação foi estimado em 5,4%. (Fonte: Ascom/MTur. Foto: silvianasci/salvadoremumdia)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Turistas brasileiros gastam mais com transporte e alimentos


O transporte e a alimentação foram os itens que mais pesaram nas despesas com viagens das famílias brasileiras. A informação é do Ministério do Turismo através de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise sobre gastos com viagens é inédita na pesquisa do IBGE, que fornece informações sobre a composição dos orçamentos domésticos.

A participação média das duas variáveis no conjunto de gastos é de 48,7% e de 22,6%, respectivamente. A despesa média mensal com viagens dos grupos familiares chegou a R$ 50,16 – de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada na última sexta-feira, 14, pelo instituto.

Nesta abordagem inédita sobre gastos com viagens, o IBGE mostra que quanto maior a renda e o nível de escolaridade, mais as famílias gastam. Para aquelas com rendimentos superior a R$ 3.015 mensais, a despesa média foi de R$ 147,63. O valor é equivalente a quase o triplo da média nacional e quase 18 vezes maior que o gasto das famílias com renda mensal de até R$ 910.

Quando o recorte é o nível de escolaridade, observa-se que quando o representante da família tem, pelo menos, nível médio incompleto, a despesa média mensal familiar é de R$ 187,61. Isso representa quase quatro vezes a média nacional (R$ 50,16) e mais de oito vezes a estimativa das famílias cuja escolaridade da pessoa referência era o nível fundamental ou menos.

A pesquisa constatou também que a maioria dos gastos, 37,9%, está associada a viagens de lazer, recreio e férias. Em segundo lugar, aparece visita a parentes e amigos (22,3%), seguido de negócios e motivos profissionais (15,8%) e de tratamentos médicos (8%). Depois do transporte e da alimentação, os itens de maior peso nas despesas das famílias são os pacotes turísticos (12%) e alojamento e aluguel de imóveis por temporada (11,6%). (Fonte: Mtur)