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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

"Vá... que depois eu vou" lembrará antigos blocos de sopro

Na camisa a homenagem aos antigos carnavais

 "Vá...Que Depois Eu Vou!" é a proposta de um bloco sem corda, de sopro e percussão, que sai do bairro do Politeama, no centro de Salvador, no sábado de Carnaval e faz o circuito da Avenida (pela Avenida 7 de Setembro) até a Praça Castro Alves. O roteiro é o mais tradicional de Salvador e uma boa sugestão para quem ainda, a esta altura, não escolheu onde vai brincar este ano.

Os organizadores informam que o bloco terá como tema "Antigos Carnavais não voltam mais", com homenagem a blocos de sopro e percussão que desfilavam entre o Campo Grande e a Praça Castro Alves, com retorno pela Rua Carlos Gomes.

Eram a base da folia na capital baiana e antecederam a Axé Music. Barão, Jacu, Bafo do Jegue (um dos primeiros blocos de cordas, o que criou a mortalha como indumentária), Previsão 69, Pareô e Sniff são as entidades homenageadas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Carnaval chegando: vá...que depois eu vou

A turma do Vá... na Avenida Sete em uma pausa no desfile do ano passado


O bloco Vá...que depois eu vou nasceu entre amigos no bairro do Politeama e desfila animado por uma banda de sopro e percussão no sábado de Carnaval (9) pelo Circuito Osmar, da Avenida Sete à Praça Castro Alves, de onde retorna ao Politeama, bairro onde foi criado. Seguindo sua tradição, a camisa homenageia a guitarra baiana, com a figura do músico Armandinho Macedo, que aperfeiçoou o pau elétrico inventado por Dodô, transformando-o no instrumento que é tema do carnaval de Salvador.

Como é um bloco sem cordas, nele o turista pode sentir o clima dos antigos carnavais, antes dos trios elétricos, mas nem por isso a banda deixa de tocar sucessos recentes da folia. Durante a concentração,  a partir das 10h, o grupo se diverte com o esquenta dos músicos e a tradicional feijoada que é servida para os que adquirem o abadá. Sair neste bloco custa R$ 70.

O Politeama é um dos bairros antigos do centro de Salvador. Residencial e tradicional, ainda preserva alguns exemplos da arquitetura dos anos 40 e 50. Não tem apelo turístico, mas nele estão dois interessantes museus: o do Traje e do Têxtil, de moda das décadas de 30 a 50 do século 20, e o Henriqueta Catharino, de mobiliários dos séculos XVIII e XIX, ambos na Fundação Instituto Feminino da Bahia. 
Está intimamente ligado à história da expansão de Salvador, ocorrida na década de 1970, quando, a partir dele, começaram a ser abertas as avenidas de vale da capital baiana. Um braço do Dique do Tororó chegava até o chamado Politeama de Baixo. A área hoje conhecida como Estacionamento dos Barris era uma grande roça, com árvores frutíferas e hortas.
Além disso, o bairro tem tradição carnavalesca. Ali eram realizados "gritos de Carnaval", festas que antecediam aos dias de folia. Também no Politeama foram criados blocos famosos, como o Bafo do Jegue, inspirado no Bafo da Onça do Rio de Janeiro, e o Previsão 70. Quando ainda existiam as escolas de samba na Bahia, a que representava o bairro - Escola de Samba Polytheama - foi três vezes campeã baiana.
Armandinho Macedo e guitarra baiana são os temas este ano


O Vá...que depois eu vou completa sete carnavais em 2013. Foi fundado pelo professor Jayme Quintas juntamente com o amigo e vizinho Ricardo Pedreira. Entre os participantes vão médicos, professores, delegados, advogados, estudantes, além dos antigos moradores, seus filhos e netos. O bloco passa por atrações turísticas como a Igreja das Mercês, Igreja do Rosário, Praça da Piedade, Relógio de São Pedro, Ladeira de São Bento e Praça Castro Alves, de onde retorna. Você vai?

Serviço
O quê: Bloco Vá...que depois eu vou
Quando: sábado (9), a partir das 10h, no Politeama. Desfile às 13h30
Onde: Circuito Osmar (a partir da Avenida Sete)
Quanto: R$ 70 (abadá), feijoada e cerveja
Onde comprar: (71) 8511-1960 e 9190-9336