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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Praça da Sé depois dos bondes e dos ônibus

(Fotos: Silvia Maria Nascimento/Salvadoremumdia)

Uma das quatro principais praças do Centro Histórico de Salvador (junto com a Municipal, o Terreiro de Jesus e o Largo do Pelourinho), a Praça da Sé é o tema do post de hoje. Ela resistiu ao tempo, aos galpões dos bondes, ao uso prolongado como terminal de ônibus urbanos. Também resistiram alguns dos seus monumentos e casarões históricos, embora o principal deles, de 1556, tenha sido demolido.

Beijus e tapiocas, quebra-queixo, acarajés são algumas das iguarias típicas que podem ser saboreadas em um passeio pela Praça da Sé, a meio caminho do Pelourinho depois de passar pela Praça Municipal (onde geralmente desembarcam os turistas de seus confortáveis ônibus, vans e carros) e pela Rua da Misericórdia).

Com a proximidade do Verão é conveniente um chapéu e não esquecer de passar o filtro solar antes de sair andando pela capital baiana.

Meados do século XX, a arborizada Sé já servia como terminal de ônibus


A praça surgiu no espaço que foi aberto após a derrubada, em 1933, da Sé Primacial do Brasil, templo mandado erigir pelo fundador de Salvador e o primeiro governador do Brasil Tomé de Souza, em 1556 e que apesar do valor histórico acabou cedendo lugar aos galpões dos bondes da Companhia Circular.

Hoje, para lembrar a antiga igreja, foi instalada próximo ao local onde ela existira a Cruz Caída, escultura de autoria do escultor Mário Cravo Jr. Muito tempo usada como terminal de ônibus urbano, após o fim dos bondes a praça hoje finalmente é dos moradores e visitantes da cidade.

Apesar de popularmente conhecida como Praça da Sé, o espaço público foi rebatizado com a denominação de "24 de Agosto", data da morte do Presidente Getúlio Vargas. Mas pode perguntar a qualquer um em Salvador, que a pessoa vai sempre chamá-la de Praça da Sé.

A cajazeira antiga está aí desde o tempo da antiga Igreja da Sé, demolida em 1933

O Memorial das Baianas é uma das primeiras paradas no passeio à Sé. Logo à entrada está a Cajazeira antiga onde o visitante pode ser uma foto dela da época da Igreja Primacial. Neste mesmo espaço, há um sítio arqueológico com as ruínas do templo.

O sorveteiro Vanildo e turistas na escadaria em direção à Cruz Caída

Quando você chegar perto da cajazeira já encontrará a postos o sorveteiro Vanildo. Mesmo que você não note a árvore histórica, ele vai te apontar, falar sobre a igreja da Sé e o cajá para, depois, lhe oferecer, à venda, é claro, o delicioso sorvete da fruta, como um bom "marqueteiro" do turismo de Salvador.

Cruz Caída e ao fundo (não é a turista, nem a baiana) veja o Palácio Arquiepiscopal

Banco e sombra de árvores que o turista disputa com quem vive na praça

Após apreciar a vista da Cidade Baixa no Belvedere onde fica o monumento da Cruz Caída, de volta à praça há dois outros monumentos: busto do primeiro Bispo Dom Pero Fernandes Sardinha, que ao deixar o Brasil sofreu um naufrágio, foi capturado e devorado por uma tribo indígena, e a estátua em homenagem a Zumbi dos Palmares, que pode ser vista ao fundo da foto acima.

Aos pés do busto de D. Pero Sardinha, dê uma olhada no alto relevo da antiga Sé
Durante o passeio, ao lado direito de quem segue para o Terreiro de Jesus, encontrei um hotelzinho bastante charmoso, instalado em dois dos casarões antigos da praça, um dos quais restaurado após passar anos em ruínas. De propriedade do belga Michel e da baiana Neci, o Bahiacafé tem um ambiente aconchegante e, claro, curiosa, pedi pra entrar e conhecer.

O azul do casarão 22 chama a atenção para o charmoso hotel
Nadine, a recepcionista, bastante simpática, permite a entrada e vai mostrando os ambientes. O proprietário deixou algumas paredes com os tijolos antigos aparente e na reforma conseguiu montar 25 quartos (com diárias, na baixa estação, a partir de R$ 149, com café da manhã).

As três janelas superiores, vistas na foto, são do salão onde os hóspedes tomam o café da manhã. Delas, têm-se a vista total da Praça da Sé, com o Palácio Arquiepiscopal logo à frente.

Palácio Arquiepiscopal
Apesar de estar bastante deteriorado, o palácio onde no passado residiram os arcebispos de Salvador já está em processo de recuperação. Ao lado dele, vê-se o Cine Excélsior.

Sala de estar com vista para a história de Salvador
Suíte superior do Bahiacafé Hotel 
Gosto, quando possível, de entrar nos casarões do Centro Histórico para ver como é o aproveitamento de espaço por dentro e, também, para sentir um pouco do clima das moradias antigas de Salvador. Mas tenho que seguir com a caminhada porque ainda quero ver como ficou o Plano Inclinado Gonçalves, um dos ascensores da cidade, que foi recém aberto após alguns anos parados.


Antes de chegar lá, uma boa notícia: a fonte da Praça da Sé está funcionando. Os jorros de água vão fazendo movimentos ao som da música que sai das caixas de som. Claro que o som no dia do meu passeio tinha que ser clássicos da MPB. E claro que todo visitante dá uma paradinha para a foto na fonte.

Estátua viva: uma moedinha faz com que se movimente
Finalmente, chego aonde quero: o Plano Inclinado Gonçalves. Todo trabalhado no azul, um bonde já está à espera. Como no Elevador Lacerda, o preço de cada viagem é R$ 0,15. O ascensor é interessante porque é aberto. Durante o trajeto pode-se ver a vista de parte da Baía de Todos os Santos e dos prédios antigos do bairro do Comércio. Fui até lá, mas aí é outra história e outro passeio, que vou contar em outro post.

Parte alta do Plano Inclinado Gonçalves

Serviço



Como chegar: de ônibus (R$2,80 a tarifa), táxi ou carro, chega-se à Praça da Sé pela Avenida Sete, passando pela Praça Castro Alves, Rua Chile, Praça Municipal e Rua da Misericórdia. O ônibus deixa os passageiros no terminal da Rua Chile-Ajuda. Quem estiver no Comércio, basta subir o Plano Inclinado Gonçalves (R$ 0,15). É possível passar de carro pela praça mas o ideal é sair caminhando.

Onde ficar: Bahiacafé Hotel (telefone 55 71 3322-1266). Diárias, na baixa estação, de R$ 149 e R$ 249 (superior), com café da manhã.

Onde comer: há restaurantes, lanchonetes, barracas de beiju e tapioca e tabuleiro do acarajé, que na Sé tem preço a partir de R$ 4.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Palácio Arquiepiscopal receberá "abraçaço" por recuperação


O palácio da Praça da Sé completará 300 anos em 2015 (Foto: ABI/Div)
Quem estiver pela região do Centro Histórico de Salvador nesta quarta-feira, 13, vai presenciar uma cerimônia inusitada na Praça da Sé. O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) estão convidando moradores e turistas da capital baiana para um “abraçaço” ao Palácio Arquiepiscopal a partir das 9h30.

O abraço simbólico, como parte do ciclo “Três novos endereços de Cultura”, é a terceira atividade que as duas instituições realizam este ano com o objetivo de pedir o início da obra de restauração do Palácio, monumento da arquitetura religiosa do início do século XVIII, que completará 300 anos em 2015.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Finalmente temos de volta o Plano Inclinado Gonçalves

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Atenção, turistas, aproveitem, peguem suas câmeras e desçam por ele: com funcionamento gratuito por um mês, voltou a funcionar, após dois anos e oito meses, o Plano Inclinado Gonçalves, um dos ascensores de ligação da Cidade Alta (Praça da Sé) à Cidade Baixa (Bairro do Comércio), no Centro Antigo de Salvador. Ele foi reaberto na manhã desta quarta-feira, 5. Envidraçado, os dois bondes que se revezam na subida e descida permitem a visão de monumentos do bairro do Comércio, do Porto de Salvador, com seus gigantescos navios e d Baía de Todos os Santos.

De acordo com a Prefeitura, foram investidos R$ 2,6 milhões, na obra iniciada em maio de 2013, para o remodelamento de motores, caixas de comando e recuperação total dos dois bondes, que mantiveram as características originais. O projeto também incluiu a contenção da encosta e a reforma da sede do 18º Batalhão da Polícia Militar, instalado no local. Cada bonde transportará por vez mais de 30 passageiros, por um valor de R$ 0,15 (quinze centavos). Em média, serão 10 mil pessoas por dia.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cidade terá de volta principais fontes "dançantes"

http://salvadoremumdia.blogspot.com
Fonte da Praça da Sé quando ainda funcionava (Foto: Silvianasci)

A garantia foi dada pela Prefeitura de Salvador esta semana. De acordo com o site oficial da PMS, até o final do ano, a capital baiana terá revitalizadas quatro de suas principais fontes luminosas, além das do Campo Grande e da Praça da Piedade, no centro antigo, que já passaram pelas reformas.

domingo, 5 de maio de 2013

Ascensor Plano Inclinado Gonçalves passará por reforma

Responsável pelo transporte de até 10 mil pessoas por dia entre a Cidade Alta (Praça da Sé) e a Cidade Baixa (Comércio), o Plano Inclinado Gonçalves, fechado desde março de 2010, passará por obras de recuperação. Com o Elevador Lacerda e o Plano Inclinado do Pilar, representa uma das formas mais rápidas de ligação entre as duas "cidades" da capital baiana, no coração de sua parte histórica.

A reforma foi lembrada pelo vereador Leandro Guerrilha em sessão na Câmara Municipal nesta sexta-feira, 3. Ele parabenizou o prefeito de Salvador ACM Neto pela assinatura da ordem de serviço para início das obras de reforma. No total, o Plano Inclinado Gonçalves, que liga o bairro do Comércio ao Pelourinho, terá R$2,5 milhões de investimentos, para contenção de encostas, com revestimento vegetal e concreto, e estabilização do antigo prédio do 18º Batalhão da Polícia Militar da Bahia.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pelourinho é logo ali: passeio no Centro Histórico

olha, sou baianinha!
Kátia prepara a baianinha sob o olhar atento da mamãe
O problema é conseguir chegar lá com tanto tema pelo caminho. Reservei uma tarde para fotografar e fazer um acervo para o blog. O objetivo: Largo do Pelourinho. Sai de casa com sol e cheguei a uma Praça Municipal (centro da cidade) nublada mas, surpresa, com feira de artesanato. Passei rápido, porque o tema já foi abordado em outro post, e aproveitei para registrar a sede da Prefeitura, o polêmico Palácio Thomé de Souza. Inaugurado em 16 de maio de 1986, trata-se de uma intervenção estética projetada pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Dr Lelé, em estrutura metálica e argamassa armada, a pedido do então prefeito Mário Kertész (1986-1988), que queria a sede da prefeitura de Salvador de volta ao coração da cidade.

O palácio foi montado no chamado "Jardim de Sucupira", apelido dado pelo povo ao mirante da praça, onde antes havia um prédio histórico que foi demolido. Para o deleite dos turistas com suas câmeras, dali temos como tema a Baía de Todos os Santos, Mercado Modelo, II Distrito Naval, Forte de São Marcelo, a marina e, bem mais distantes, a Península de Itapagipe, com a Colina do Bonfim, e a Ilha de Itaparica. O Elevador Lacerda e sua fila de gente para descer à Cidade Baixa, o Palácio Rio Branco e o Paço Municipal completam o conjunto da praça.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Na Sé ou no Campo Grande

A letra da música "Chame Gente", de Moraes Moreira, destaca um ponto turístico que deve constar de todo passeio à Salvador. A Praça da Sé tem esse nome porque era ali localizada uma antiga catedral que foi demolida em 1933 para dar lugar ao final de linha das linhas de bondes da capital baiana. O lugar já foi fim-de-linha de ônibus, mas, restaurada, hoje é um dos portões de entrada do Centro Histórico de Salvador. Logo após a praça, chega-se ao Terreiro de Jesus e, em seguida, ao Largo do Pelourinho. O monumento da Cruz Caída representa o templo de 1552 que foi demolido em uma época em que não se valorizava o patrimônio histórico da Cidade da Bahia. No Belvedere da Sé há uma das mais belas vistas da Baía de Todos os Santos e da Cidade Baixa. Excelente local para fotografar, fazer pose ou apenas ver o por-do-sol. Quem chega pelo Aeroporto Internacional de Salvador pode pegar o ônibus "jardineira" (tarifa de R$ 3) que faz retorno na Praça da Sé depois de passar por alguns dos principais pontos turísticos da cidade, como a Orla Marítima, Farol, Porto e Ladeira da Barra, Campo Grande e Avenida Sete de Setembro. Os dois últimos integram o circuito "Osmar" do Carnaval da Bahia. Um percurso longo, mas bastante agradável e barato!